9ª Reunião do Comitê Consultivo da Biblioteca Virtual em Saúde Pública do Brasil

São Paulo, 12 de agosto de 2005, das 10h00 às 17h00
Local: BIREME

Introdução

A Nona Reunião do Comitê Consultivo da Biblioteca Virtual em Saúde Pública do Brasil foi realizada em 12 de agosto de 2004 na sede da BIREME, em São Paulo, com a presença de representantes das instituições do Comitê Consultivo Nacional.

Participantes

1. BIREME/OPAS/OMS: Abel Packer, Veronica Abdala, Cláudia Guzzo
2. CGDI/MS: Márcia Rollemberg, Eliane Santos, Marilia, Elisabeth Brant, Jean Pierre Kung
3. DECIT/MS: Antonia Angulo
4. OPAS/BR: João Risi, Fernanda Nahuz
5. CICT/FIOCRUZ/MS: Ilma Noronha, Jussara Long
6. FSP/USP: Ângela Cuenca
7. OMS: Regina Ungherer

Agenda

A reunião teve início com a abertura de Abel Packer, que apresentou a proposta de agenda e os objetivos da reunião:

  • Avaliar o desenvolvimento dos projetos de fortalecimento da BVS Saúde Pública ‘ Participação da BVS Saúde Pública na Reunião Regional da BVS
  • Constituição da BVS Brasil

Desenvolvimento

Com a agenda aprovada pelos participantes, iniciou-se a apresentação de Verônica Abdala, que fez uma explanação do histórico da BVS-SP Brasil e apresentou o informe técnico de atividades desenvolvidas, cujas cópias foram entregues aos participantes da reunião. Detalhou ainda as estatísticas de acesso ao site e os esforços que estão sendo realizados para o lançamento do portal atualizado em com novas áreas temáticas por ocasião do ICML9/CRICS7.

Na seqüência, Regina Ungherer realizou a apresentação do projeto e-Portuguese, uma iniciativa liderada pela OMS para unir os 8 países que adotam a língua portuguesa através da Biblioteca Virtual em Saúde.

Ilma Noronha, reiterou o interesse da participação do CICT/FIOCRUZ nesta iniciativa, colocando os projetos já existentes em parceria com a BIREME a disposição do e-Port e dispostos a desenvolver novas linhas temáticas q sejam de interesse deste projeto.

Márcia Rollemberg respondeu que esta já pode ser uma ação imediata de distribuição de publicações do Ministério da Saúde para estes países, alinhando esta cooperação Brasil-África.

Abel relatou os esforços que serão realizados para o desenvolvimento deste projeto e destacou a possibilidade de desenvolvimento de uma matriz de cooperação técnica com o desenvolvimento da BVS nos países africanos que falam português. Finalizou este tema recomendando o estabelecimento de um grupo de trabalho que participe da reunião dos países de língua portuguesa na IV Reunião de Coordenação Regional da BVS.

Iniciou-se o informe dos participantes do Comitê Consultivo.

Angela Cuenca discorreu sobre os projetos nos quais a FSP/USP esteve diretamente envolvida: atualização do DeCS, revisão da estrutura temática da BVS-SP, colaborações na LILACS e LILACS SP, audioteca e portal de teses. Relatou problemas na indexação e uso inadequado de descritores na LILACS pelos centros cooperantes, demora no processamento dos registros enviados a BIREME e a importância da BIREME disponibilizar o campo especifico nos para indicação do orientador nos registros de teses e criar um novo para indicar o Programa de pós ao qual se vincula, pois são importantes para os relatórios CAPES.. Para a agilização da inserção dos registros na LILACS propôs uma forma descentralizada de trabalho.. Destacou a importância de revisão dos critérios da LILACS SP para que a mesma possa refletir com mais fidelidade a realidade da produção científica em saúde pública no Brasil e que a LILACS-SP precisa de definição quando à sua finalidade: se for apenas um subconjunto da LILACS (ou seja, com critéiros LILACS) não há necessidade de existir como tal; se deve ser a representação da saúde publica no Brasil, deve ter critérios próprios que permitam inserção de documentos que atendam a área. Acredita que os demais parceiros tenham problema semelhante quanto a essa definição. Colocou-se a disposição da BIREME para colaborar.
Angela Cuenca apresentou ainda os resultados do projeto LIS Saúde pública e dos cursos de capacitação promovidos pela FSP/USP, e a participação na elaboração do Curso a distância, em conjunto com a BIREME e as demais instituições do Comitê Consultivo.

Na seqüência Jussara Long informou os resultados dos projetos nos quais a FIOCRUZ esteve envolvida. Relatou a evolução do Portal de Teses, fundamentando-se nos critérios de seleção e explicando aos demais participantes que estes critérios são diferentes dos critérios das bases LILACS e LILACS-SP. Destacou o trabalho que a Biblioteca da ENSP vem realizando na revisão dos registros de teses existentes na LILACS e a inclusão dos textos completos dos mesmos nesta base, como parte das atividades do projeto Portal de Teses.

Reafirmou as colocações da FSP/USP sobre a importância de agilizar o processamento dos registros na LILACS e revisão dos critérios da LILACS-SP, e a possibilidade de descentralização destas atividades, colocando a Biblioteca da ENSP a disposição para colaborar nestas atividades.

Jussara Long também relatou a incorporação e operação do diretório de eventos da BVS Saúde Pública pela FIOCRUZ, que a partir de então passa a assumir a liderança deste projeto. Apresentou também os números das bases de dados locais da Biblioteca da ENSP e as contribuições relativas à elaboração das estratégias de pesquisa para as novas áreas temáticas da BVS SP Brasil e os resultados das atividades de capacitação promovidas pela FIOCRUZ. Propôs ainda a realização de reuniões técnicas com maior periodicidade.

Na seqüência a Representação da OPAS/OMS Brasil, representada por Fernanda Nahuz, relatou as experiências na conformação da base bibliográfica do CEDOC como forma de colaboração da BVS SP Brasil, e relatando que no CRICS deverão estar com uma versão do site do CEDOC já publicada.

Na seqüência, Márcia Rollemberg, representando o CGDI/MS passou a relatar o avanço de alguns projetos ao comitê, destacando a evolução do projeto de Controle Bibliográfico na esfera federal do SUS e a criação da rede BiblioSUS, além da formação da base de dados ColecionaSUS, já publicada na BVS, que reúne publicações que não atendem aos critérios da LILACS mas são de interesse público. Relatou também a realização do II Encontro da Rede BiblioSUS e os indicadores de desenvolvimento da rede e da base de dados, destacando a maior representatividade das unidades de informação vinculadas ao SUS e maior representatividade da produção literária nas bases de dados especializadas em saúde, decorrentes deste projeto.

Márcia Rollemberg demonstrou a BVS Ministério da Saúde e relatou a atualização tecnológica da BVSMS e seus serviços. Eliane Santos complementou a apresentação informando que existem planos de se transformar, no próximo ano, a BVS MS para BVS SUS.

Na área de legislação, destacou que estão sendo realizadas análises das metodologias e tecnologias da gestão da legislação em saúde, com destaque para SisLegis e TCLegis, em uso pela ANVISA e Secretária de Saúde do Estado de São Paulo. Demonstrou ainda o Alerta Legis, serviço oferecido pela BVS MS e sua proposta de que ele faça parte da área de legislação da BVS SP Brasil.

Sobre o Projeto Patrimônio Cultural da Saúde, destacou algumas ações de resgate de acervos históricos nacionais sobre saúde que vem sendo realizadas pelo MS e que estas iniciativas foram reiteradas na 12ª Conferência Nacional de Saúde, realizada em dezembro de 2003., que teve como diretriz realizar e divulgar o mapeamento do patrimônio informacional e cultural da saúde publica. Afirmou ainda que juntamente com o Chile estão avaliando a criação de uma BVS Patrimônio Cultural da Saúde. Feitas estas considerações, Márcia finalizou sua apresentação.

Ilma Noronha convidou todo Comitê Consultivo para o dia 26 de agosto, realizar a inauguração de um busto de Sérgio Aroucca, com a presença do ministro da saúde, e para o lançamento da BVS Sérgio Aroucca, que está sendo desenvolvida pela Biblioteca da ENSP e pela assessoria de comunicação social.
Relatou a ainda a importância de se discutir a evolução das bvs temáticas em reuniões periódicas da mesma forma como é conduzida a BVS SP Brasil.

Dr. Risi relatou a importância de se adicionar fontes de informação numéricas e de indicadores na BVS e as iniciativas de se integrar a RIPSA à BVS. Afirmou que o DataSUS colocou no ar os dados da RIPSA, o que pode ser uma evolução neste sentido. Abel Packer destacou então a recomendação de fortalecer a integração da RIPSA na BVS e de que formas as comunidades poderão contribuir neste sentido.

Abel Packer dissertou sobre as iniciativas de BVS institucionais, e que as mesmas também devem ser garantidas por comitês consultivos que se apropriem desta idéia, destacando a importância de que as instituições, e não as pessoas, devam representar a BVS.

Antonia Angulo relatou que a partir do ano passado passaram a contribuir de forma mais ativa no projeto BVS Saúde Pública Brasil pelos projetos Estação BVS, que foram apoiados por estarem relacionados a uma política de ciência e tecnologia em saúde.

Abel Packer falou sobre a importância da retomada do Projeto ITD – Informação para Tomada de Decisão, e da importância de que cada instituição se aproprie de um dos temas e do desenvolvimento das sistematizações para desenvolver problemas específicos da saúde no Brasil. Que esta área deverá ser colocada como destaque no momento da renovação do convênio, ainda como ação neste biênio.

Márcia Rollemberg destacou a importância da sustentabilidade do ITD, que o ITD deve ser sustentável e sugeriu a entrega de cada um dos temas para desenvolvimento por instituições, no que foi informada por Abel Packer que esta era a expectativa inicial do projeto.

Após intervalo, Cláudia Guzzo apresentou as evoluções obtidas nos projetos da BVS SP Brasil que são liderados pela BIREME e a nova página da BVS Saúde Pública Brasil que está sendo trabalhada para o lançamento antes do ICML. Agradeceu a participação e colaboração que as demais instituições do Comitê têm realizado em prol da execução dos projetos de fortalecimento da BVS Saúde Pública.

Na seqüência, Patrícia Camargo apresentou os resultados obtidos com o plano estratégico de comunicação e marketing da BVS SP Brasil e solicitou a colaboração do comitê na validação da estratégia de comunicação e marketing, cujos resultados foram entregues em relatório impresso para os participantes. Após, Patrícia Camargo apresentou as estratégias de comunicação para esta BVS. Ao final da apresentação sobre o projeto de marketing, abriu-se o espaço para discussões, onde os participantes elogiaram o trabalho realizado em prol da divulgação desta BVS. Ângela Cuenca ressaltou e elogiou no trabalho realizado e a importância de perguntar ao usuário o que ele deseja.

Márcia Rollemberg relatou a importância de que os discursos levados pelas instituições do Comitê em apresentações da BVS sejam coesos, e Abel Packer relatou também o desejo que já existiu de traçar estratégias de comunicação específicas para públicos diferenciados. Para isso, destacou a importância de usar uma matriz para mapear as necessidades de informação de diferentes tipos de públicos, e colocou isso como uma linha de ação proposta na oportunidade de renovação do convênio de manutenção da BVS Saúde Pública Brasil.

Ilma Noronha relatou a importância dos usuários em se apoderar da BVS. Que profissionais de saúde atuantes precisam se apoderar destas informações para decisões. Relatou a importância da divulgação mais efetiva da BVS SP Brasil nos eventos da ABRASCO, afirmando que o profissional de saúde tem fundamental importância na formação de opinião.

Antonia Ângulo destacou a importância de espaços especializados para diferentes públicos na BVS e do direcionamento e reagrupamento de conteúdos e Abel Packer retomou a importância de, após o CRICS, realizar uma reunião sobre o Projeto ITD e traçar um plano de ação para o mesmo.

Abel Packer então abriu a discussão sobre a proposta de criação da BVS Brasil, abrangendo não apenas saúde publica, mas todas as áreas de ciências e saúde no Brasil.

As duas formas de trabalho propostas para atingir este objetivo seriam: a transformação da BVS SP Brasil em BVS Brasil ou a conformação da BVS Brasil com um representante de cada BVS. Este comitê reunir-se-ia anualmente com um representante de cada comitê de BVS Certificada, iniciativa que seria uma ação conjunta da Reunião Brasileira da BVS, que ocorre em conjunto com o SNBU a cada dois anos.

Segundo Abel Packer, a BVS Brasil deverá contemplar o fortalecimento da rede da BVS.

A proposta de que se crie uma unidade perceptiva das iniciativas brasileiras na BVS, então denominadas BVS Brasil, foi aprovada conceitualmente. A evolução deste tema e projeto deverá ser motivo de proposta futura.

Sobre a ocorrência ou não de um grupo de trabalho da BVS SP Brasil na BVS4, Abel Packer e Verônica Abdala apresentaram os grupos de trabalho que já estão confirmados para reunião. O Comitê optou por não criar um grupo de trabalho específico da saúde pública para que os mesmos possam participar dos demais grupos de trabalho, já confirmados.

Não havendo mais considerações, agradeceu-se a presença de todos e foi finalizada a reunião.

Conclusões

A proposta de que se crie uma unidade perceptiva das iniciativas brasileiras na BVS, então denominada BVS Brasil, foi aprovada conceitualmente. A evolução deste tema e projeto deverá ser motivo de proposta futura.
O Comitê optou por não criar um grupo de trabalho específico da saúde pública durante o BVS4 para que os mesmos possam participar dos demais grupos de trabalho, já confirmados.

Principais Recomendações

  • e-Portuguese – recomendou-se o estabelecimento de um grupo de trabalho que participe da reunião dos países de língua portuguesa na Reunião BVS4.
  • Avaliar e redefinir os critérios de seleção para a base de dados LILACS-SP.
  • Criar grupo de trabalho para avaliar o fluxo de atualização da LILACS considerando a necessidade de agilização do processo e melhor aproveitamento das iniciativas de cooperação da FSP/USP e FIOCRUZ/ENSP.
  • Fortalecer a integração da RIPSA na BVS.
  • O ITD deverá ser colocado como destaque no momento da renovação do convênio da BVS SP Brasil.
  • O comitê deverá validar a estratégia de comunicação e marketing desenvolvida e apresentada na reunião.