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Vacina brasileira contra a dengue mantém eficácia por até 5 anos

Estudo do Butantan mostra proteção de 80% contra casos graves

Um novo estudo publicado pelo Instituto Butantan mostrou que a vacina brasileira contra a dengue permanece eficaz por pelo menos cinco anos após a aplicação.

O imunizante Butantan-DV foi aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em novembro do ano passado e já começou a ser aplicado em profissionais de saúde de diversas partes do país.

Durante esse período nenhuma pessoa vacinada apresentou dengue severa, nem precisou de hospitalização por causa da doença. Com isso, a eficácia da vacina contra as formas graves da doença ou a infecção acompanhada de sinais de alerta ficou em 80,5%.

A diretora médica do Butantan, Fernanda Boulos, explica que esse resultado é positivo não somente por confirmar a eficácia da vacina, mas por demonstrar a eficiência do esquema de dose única. A vacina produzida pelo Instituto é a primeira do mundo contra a dengue aplicada em apenas uma dose.

“Vacinas que precisam de duas ou mais doses, a gente tem vários dados que mostram que muitas pessoas não voltam pra completar o esquema. Então, essa demonstração de que uma única dose mantém a proteção alta é muito importante. Mas é claro que nós vamos continuar acompanhando, para saber se realmente não vai ser necessário um reforço depois de 10 ou 20 anos”, afirmou.


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Crianças e idosos

A eficácia do imunizante contra a dengue, de forma geral, foi um pouco menor, de 65%. Mas o índice sobe para 77,1% entre as pessoas que já contraíram a doença antes de receber o imunizante.

Os resultados também apresentaram algumas variações de acordo com a faixa etária, com maior eficácia entre adultos e adolescentes do que entre as crianças.

Por essa razão, a Anvisa registrou a Butantan-DV apenas para pessoas de 12 aos 59 anos, apesar da vacina ter sido testada também em crianças, a partir dos 2 anos.

“Eles reconhecem que os dados de segurança pra crianças estão corretos, mas como depois de cinco anos, a eficácia entre as crianças cai mais do que entre os adultos, nós precisamos saber se elas vão precisar de reforço”, explicou a diretora médica do Butantan.

Fernanda Boulos acrescentou, no entanto, que o Butantan já está planejando, junto com a Anvisa, a realização de um estudo adicional em crianças para embasar a inclusão desse público no esquema de vacinação no futuro. Além disso, o Instituto já está fazendo testes em idosos, em um estudo que deve ter resultados no ano que vem.

“O sistema imunológico também passa por um processo de envelhecimento, então é importante entender se os idosos tem a mesma capacidade de gerar resposta imune com a vacina”, explicou.

O acompanhamento dos pacientes vai ser feito por um ano, depois os dados serão comparados com os dos adultos, e enviados para a Anvisa para uma possível ampliação do público-alvo.

O diretor da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIM), Juarez Cunha, afirma que essa inclusão seria muito importante, considerando que a maior taxa de mortalidade por dengue é verificada entre idosos. Ele ressalta, ainda, os resultados importantes sobre a segurança da vacina apresentados no estudo.

“Ele nos mostra que a vacina se mantém protetora por um prazo bastante longo, e é extremamente segura. E esse também é um aspecto fundamental. Qualquer medicação, incluindo vacina, a gente precisa ver como eles vão se comportar com a sua utilização”, complementa.

Segurança

Botucatu (SP), 18/01/2026 - O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, iniciou a vacinação contra a dengue com a primeira vacina 100% nacional, de dose única, desenvolvida pelo Instituto Butantan. Foto: Walterson Rosa/MS

Primeira vacina 100% nacional contra a dengue, de dose única, desenvolvida pelo Instituto Butantan. – Walterson Rosa/MS

O estudo de longo prazo da Butantan-DV foram publicados na quarta-feira (4), na revista Nature Medicine e explica que a vacina foi, de modo geral, bem tolerada e não foram observadas preocupações de segurança a longo prazo.

Eles foram obtidos após o acompanhamento de mais de 16 mil pacientes, sendo que cerca de 10 mil receberam a vacina, e quase 6 mil receberam placebo, para compor um grupo de comparação.

“Em termos estratégicos é fundamental que a gente tenha uma pesquisa nacional conseguindo chegar a esses produtos de ponta, eficazes e seguros. Possibilita que a gente consiga abastecer mais fácil o nosso Programa Nacional de Imunizações e também é um ativo de negociação com outros países”, destaca o diretor da SBIM.

A diretora médica do Instituto Butantan, Fernanda Boulos, confirma que a prioridade absoluta é abastecer o Sistema Único de Saúde (SUS). Mas, assim que a demanda nacional for suprida, a instituição pública, vinculada ao estado de São Paulo, deve negociar a venda de doses para outros países, especialmente da América Latina, que também tem sofrido com epidemias da doença.

Tâmara Freire – Repórter da Agência Brasil Publicado em 06/03/2026 – 12:27 Rio de Janeiro

Saúde envia equipes do SUS para áreas atingidas pela chuva em Minas

Médicos, enfermeiros e psicólogos levam medicamentos e insumos

O Ministério da Saúde enviou equipes do Sistema Único de Saúde (SUS) e do Departamento de Emergências em Saúde Pública aos municípios mineiros de Ubá e Matias Barbosa, com o objetivo de ajudar nas respostas emergenciais aos problemas causados pelas chuvas na região.

Os profissionais especializados encaminhados aos municípios da Zona da Mata mineira – médicos, enfermeiros, psicólogos e especialistas em logística – estavam em Juiz de Fora, cidade também muito afetada pelas chuvas.

Além de levar vacinas, medicamentos, insumos estratégicos de primeiros socorros e água potável para a população atingida, as equipes ajudarão em ações de acolhimento com atendimento psicossocial; cuidados em saúde mental; e reorganização da rede assistencial local.

“Nas cidades atingidas pelas chuvas nesta terça-feira (24), eles estão redirecionando os atendimentos para unidades de saúde não afetadas e remanejando profissionais para garantir cobertura mínima nos locais de maior demanda e, assim, a continuidade dos serviços essenciais”, informou o ministério.

Serviços e recursos

O ministro da Saúde em exercício, Adriano Massuda, ressaltou que a pasta está atenta às necessidades das famílias atingidas pela tragédia nos municípios da Zona da Mata mineira.

“Não faltarão recursos financeiros, equipes, estrutura, suporte técnico e assistência em saúde [para a ajuda às famílias]”, garantiu o ministro.

Massuda e seu colega do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, viajaram a Minas Gerais para monitorar as medidas emergenciais.

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Mais ajuda

Em nota, o Ministério da Saúde informou também que enviará, aos municípios atingidos, carretas de saúde do programa Agora Tem Especialistas, para auxiliar no atendimento enquanto as unidades de saúde afetadas pelas chuvas estão sendo recuperadas ou reconstruídas.

“O número de profissionais da Força Nacional do SUS em campo será reforçado de acordo com a evolução do cenário e as necessidades dos municípios da região, garantindo que nenhuma cidade fique sem o apoio necessário”, detalhou o ministério.

Também estão sendo enviados para as áreas mais críticas caminhões-pipa do Programa Nacional de Vigilância da Qualidade da Água para Consumo Humano (Vigiágua), de forma a garantir abastecimento emergencial nas regiões onde o fornecimento está comprometido.

Pedro Peduzzi – Repórter da Agência Brasil Publicado em 26/02/2026 – 13:02 Brasília

Anvisa indica vacina contra o HPV para prevenir mais tipos de câncer

Neoplasias de orofaringe, cabeça e pescoço também foram incluídas

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou nova indicação terapêutica para a vacina Gardasil 9, que passa a valer também para a prevenção de cânceres de orofaringe, cabeça e pescoço associados ao HPV.

>> Vacinação reduz internações por doenças causadas pelo HPV, diz estudo

Até então, o imunizante era indicado para a prevenção de cânceres do colo do útero, da vulva, da vagina, do ânus; de lesões pré-cancerosas ou displásicas; de verrugas genitais e infecções persistentes causadas pelo vírus.

A nova indicação foi aprovada para crianças, homens e mulheres de 9 a 45 anos. A orientação da Anvisa é que a imunização seja feita antes do início da vida sexual, já que o HPV é transmitido por meio de relações sexuais. 

“A nova indicação é fundamentada na prevenção da infecção persistente pelos tipos de HPV oncogênicos, reconhecidos como principais causadores desses cânceres, bem como na demonstração de resposta imunológica robusta contra esses tipos virais”, destacou a agência.

Paula Laboissière – Repórter Agência Brasil Publicado em 11/02/2026 – 14:31 Brasília

Começa vacinação de 1,2 milhão de profissionais de saúde contra dengue

Foram distribuídas aos estados as primeiras 650 mil doses

Começou nesta semana a vacinação contra a dengue para profissionais de saúde da atenção primária, com a previsão de imunizar 1,2 milhão de trabalhadores da linha de frente do Sistema Único de Saúde (SUS). Segundo o Ministério da Saúde, as primeiras 650 mil doses já foram enviadas aos estados e o restante está previsto para as próximas dias.  

A estratégia utiliza a vacina brasileira contra a dengue, desenvolvida pelo Instituto Butantan, de dose única, tetraviral e 100% nacional. Para a pasta, esse imunizante representa avanço importante para a autonomia do país. 

“O início da vacinação pelos profissionais da atenção primária é um passo estratégico para proteger quem atua próximo à população – médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem e agentes comunitários de saúde das unidades básicas de Saúde”, diz o ministério.

Segundo o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, a vacinação está começando por toda a equipe multiprofissional cadastrada no SUS.

“São aquelas pessoas que batem na porta, visitam a casa das pessoas, observam se tem criadouro do mosquito da dengue, fazem o acompanhamento, a mobilização. Também são aqueles profissionais que estão na primeira porta de entrada quando há casos de dengue”, destacou.

A ampliação para outros públicos – pessoas de 15 a 59 anos, começando pelos mais velhos – está prevista para o segundo semestre deste ano, o que depende do aumento da capacidade produtiva do Instituto Butantan. Com investimento de R$ 368 milhões, o Ministério da Saúde fechou a compra de 3,9 milhões de doses.

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A pasta adotou também estratégia de vacinação para avaliar o impacto do imunizante na dinâmica populacional da dengue. Para isso, está em curso, desde janeiro, a vacinação em três municípios-piloto: Botucatu (SP), Maranguape (CE) e Nova Lima (MG). Nessas localidades, o público-alvo será composto por adolescentes e adultos de 15 a 59 anos.  

“A vacinação da população em geral começa com o aumento da produção de doses, a partir de uma parceria estratégica entre o Brasil e a China, com a transferência da tecnologia nacional desenvolvida pelo Instituto Butantan para a empresa chinesa WuXi Vaccines. Com essa cooperação, a produção da vacina nacional poderá aumentar em até 30 vezes”, destaca o ministério

A vacina do Butantan apresentou 74,7% de eficácia contra a dengue sintomática em pessoas de 12 a 59 anos, além de 89% de proteção contra formas graves e com sinais de alarme. 

Público-alvo 

Profissionais de saúde assistenciais e de prevenção: 

Médicos 

Enfermeiros 

Técnicos de enfermagem 

Odontólogos 

Equipes multiprofissionais (eMulti) 

Agentes comunitários de saúde (ACS) 

Agentes de combate às endemias (ACE) 
 

Trabalhadores administrativos e de apoio das unidades de saúde: 

Recepcionistas 

Seguranças 

Profissionais da limpeza 

Motoristas de ambulância 

Cozinheiros 

Outros trabalhadores atuantes nas unidades básicas de saúde (UBS) 
 

Cenário epidemiológico   

Em 2025, os casos de dengue no Brasil caíram 74% em relação a 2024. Apesar da redução expressiva, o Ministério da Saúde reforça que as ações de combate ao Aedes aegypti devem ser mantidas em todo o território nacional.  

“Ao longo do ano, foram registrados 1,7 milhão de casos prováveis da doença, frente a 6,5 milhões no ano anterior. O número de óbitos também apresentou queda significativa: 1,7 mil mortes em 2025, o que representa redução de 72% em comparação a 2024, quando foram contabilizadas 6,3 mil mortes”, completa a pasta.

Agência Brasil Publicado em 11/02/2026 – 12:01 Rio de Janeiro

Equipes do SUS começam a receber vacina do Butantan contra a dengue

Ministério da Saúde encomendou 3,9 milhões de doses

A partir desta segunda-feira (8), profissionais de saúde da atenção primária que atuam no Sistema Único de Saúde (SUS) começam a receber a vacina contra a dengue desenvolvida pelo Instituto Butantan.

Aprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) no início de dezembro, a Butantan-DV é o primeiro imunizante contra a dengue em dose única no mundo. A vacina foi testada para ser aplicada em pessoas com idade de 12 a 59 anos.

Em cerimônia na capital paulista, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, destacou que a imunização abrange todas as equipes multiprofissionais de unidades básicas de saúde, incluindo agentes comunitários, enfermeiros, médicos e demais profissionais cadastrados.

O ministro e o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, também visitaram nesta manhã o Centro de Produção de Vacina contra a Dengue (PVD) do Instituto Butantan, em São Paulo.

“Um dia histórico. Não tenho dúvida nenhuma de que, hoje, nós estamos presenciando um marco histórico que vai colocar o Butantan entre os maiores complexos de inovação tecnológica e industrial do mundo”, disse Padilha.

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Para imunizar os profissionais em todo o país, o ministério adquiriu, ao todo, 3,9 milhões de doses.

“Diferentemente de outros grandes complexos econômicos, tecnológicos e industriais, esse aqui [o Instituto Butantan] é 100% SUS”.

“Cada vacina, cada medicamento, cada tecnologia, cada inovação que vai vir com a terapia celular vai tratar as pessoas no Brasil. E, cada vez mais, vai tratar no mundo, com um único interesse: salvar vidas e não só obter lucro a partir daquilo que produz”, completou.

09.02.2026 - Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante visita ao Centro de Produção de Vacina contra a Dengue (PVD) do Instituto Butantan. São Paulo (SP) - Brasil

Foto: Ricardo Stuckert / PR
Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, e ministro da Saúde, Alexandre Padilha (esq), durante visita ao Centro de Produção de Vacina contra a Dengue (PVD) do Instituto Butantan. Foto: Ricardo Stuckert / PR

Vacina eficaz

A vacina utiliza a tecnologia de vírus vivo atenuado, presente em outros imunizantes em uso no Brasil e no mundo, como a vacina tríplice viral, a vacina contra a febre amarela, a vacina oral contra a poliomielite e algumas vacinas contra a gripe. 

De acordo com a avaliação técnica da Anvisa, a Butantan-DV apresentou eficácia global de 74,7% contra dengue sintomática na população de 12 a 59 anos. Isso significa que, em 74% dos casos, a doença foi evitada por conta da vacina.

A dose também demonstrou 89% de proteção contra formas graves da doença e contra formas de dengue com sinais de alarme, conforme publicação na The Lancet Infectious Diseases.

Em janeiro, o Instituto Butantan publicou ainda uma pesquisa na revista científica The Lancet Regional Health – Americas que demonstrava que a vacina poderá ajudar a reduzir a carga viral ─  a quantidade de vírus ─ em pessoas infectadas pelo patógeno, o que previne o agravemento da doença.

Segundo a pesquisa, apesar de algumas pessoas terem sido infectadas após a vacinação, a carga viral nos vacinados foi consideravelmente menor do que em participantes não imunizados.

Isso, conforme avaliaram os pesquisadores, demonstrou a eficácia da vacina em induzir resposta imune e diminuir a replicação do vírus nas células.

Paula Laboissière e Camila Boehm – Repórteres da Agência Brasil Publicado em 09/02/2026 – 13:08 Brasília e São Paulo

Estudo identifica variações do vírus influenza em 2025 e confirma eficácia da vacina

Um estudo liderado pela Fiocruz analisou a circulação dos vírus influenza no Brasil ao longo da temporada de 2025 e confirmou que as vacinas utilizadas no período foram eficazes contra as principais cepas em circulação no país. Causador da gripe, o vírus influenza se caracteriza pela diversidade de tipos e subtipos e por uma alta taxa de variação genética, o que exige atualização periódica das vacinas e vigilância contínua.

Monitoramento da circulação dos vírus influenza orienta a atualização das vacinas e as estratégias de prevenção no país (Foto: Roberto Dziura Jr/Agência Estadual de Notícias do Paraná)

Com base em dados da rede nacional de Vigilância Laboratorial do Vírus Influenza, coletados entre agosto de 2024 e agosto de 2025, a análise apontou o predomínio do influenza A(H1N1)pdm09 no território brasileiro, além da circulação simultânea de outras linhagens do vírus, como o influenza B (Victoria) e o subtipo A(H3N2).

Também foram identificados casos isolados de cepas contendo mutação que pode afetar a resposta ao Oseltamivir, principal antiviral usado no Sistema Único de Saúde (SUS). Segundo os autores, os achados foram pontuais e não indicam disseminação, mas reforçam a importância do monitoramento genômico e antigênico constante, que permite acompanhar como o vírus muda ao longo do tempo e avaliar possíveis impactos sobre vacinas e tratamentos.

De acordo com a virologista Paola Resende, do Laboratório de Vírus Respiratórios, Exantemáticos, Enterovírus e Emergências Virais do IOC, a análise reforçou a importância e a eficácia da vacinação, mesmo diante das variações genéticas observadas entre 2024 e 2025. “Do ponto de vista laboratorial, tanto as análises genéticas quanto os testes antigênicos mostraram que as vacinais conseguiram inibir os vírus em circulação no Brasil, confirmando a eficácia da vacina naquele período”, explicou.

A pesquisadora alertou, contudo, para a baixa adesão à vacinação, especialmente entre os grupos prioritários definidos pelo Ministério da Saúde, como idosos, crianças, gestantes e pessoas com comorbidades. Segundo ela, ampliar a cobertura vacinal é fundamental para fortalecer a proteção coletiva e reduzir o risco de casos graves e hospitalizações.

Esforço em rede

Após as mudanças provocadas pela pandemia de Covid-19 na dinâmica de circulação de vírus respiratórios, a gripe vem retomando gradualmente seu padrão sazonal no Brasil, o que reforça a importância do monitoramento do influenza. Nesse cenário, os resultados foram apresentados no artigo Panorama molecular e antigênico dos vírus influenza em circulação no Brasil durante a temporada de 2025, divulgado em formato de preprint em janeiro de 2026.

As análises se basearam em mais de 106 mil amostras coletadas em diferentes regiões do Brasil entre agosto de 2024 e agosto de 2025, provenientes tanto de casos de síndrome gripal quanto de síndrome respiratória aguda grave (SRAG). O trabalho combinou sequenciamento genético dos vírus — para identificar subtipos, linhagens e mutações — com testes antigênicos — que avaliam se os vírus em circulação continuam sendo reconhecidos pelos anticorpos induzidos pelas cepas da vacina.

Em relação às amostras analisadas, cerca de 12,8% testaram positivo para influenza. Do total de casos confirmados, o influenza A(H1N1)pdm09 foi responsável pela maior parcela das infecções, concentrando aproximadamente 40% dos registros, seguido pelo influenza B da linhagem Victoria, com cerca de 30%. O subtipo A(H3N2) apresentou circulação mais limitada, em torno de 7% dos casos. Nos registros de síndrome respiratória aguda grave associados à influenza, o A(H1N1)pdm09 também se destacou como o principal agente, estando presente na maioria dos casos hospitalizados e em quase metade dos óbitos confirmados por influenza no período analisado.

As análises genômicas indicaram a circulação simultânea de diferentes subgrupos dos vírus influenza A e B em distintas regiões do país. Segundo a virologista Paola Resende, esse comportamento reflete a dinâmica natural do vírus, que pode variar ao longo do tempo e se manifestar de forma diferente entre as regiões, influenciado por fatores como clima e deslocamento de pessoas.

“A circulação do vírus influenza não segue um padrão fixo. Depois que ele entra no país, a disseminação depende de fatores como fluxo de pessoas, clima e características regionais, o que pode gerar picos em momentos diferentes ao longo do ano”, resumiu.

Apesar dessa diversidade genética, os subtipos analisados permaneceram compatíveis com as cepas utilizadas nas vacinas. Assim, a vacinação segue como uma estratégia eficaz de proteção contra a gripe. Os pesquisadores também investigaram marcadores genéticos associados à resistência a antivirais, como o Oseltamivir, principal medicamento utilizado no tratamento da influenza no SUS. Segundo os autores, os achados foram raros, não se espalharam e não indicam perda de eficácia do antiviral, mas reforçam a importância da vigilância permanente.

O estudo é resultado do trabalho da rede nacional de Vigilância Laboratorial do Vírus Influenza, que atua de forma integrada ao sistema global de monitoramento da gripe coordenado pela OMS. Ao todo, a iniciativa contou com a participação de 46 instituições e 116 coautores.

No Brasil, esse esforço em rede envolve diretamente três Centros Nacionais de Influenza (NICs) — o Instituto Evandro Chagas (IEC), o Instituto Adolfo Lutz (IAL) e o próprio Instituto Oswaldo Cruz —, que recebem amostras encaminhadas pelos Laboratórios Centrais de Saúde Pública (LACENs) e realizam análises laboratoriais complementares.

O trabalho conta ainda com a atuação integrada das vigilâncias epidemiológicas municipais, estaduais e nacional, fortalecendo a capacidade do país de detectar, monitorar e responder à circulação dos vírus influenza. Além de acompanhar a circulação dos vírus no país e no mundo, a rede subsidia as reuniões internacionais responsáveis pela definição e atualização das cepas que compõem a vacina contra a gripe. Grande parte dos dados gerados pelo estudo, inclusive, foi submetida à OMS na forma de relatório técnico em setembro de 2025, contribuindo para a definição da composição da vacina contra a influenza do Hemisfério Sul para a temporada de 2026.

“Existe uma rede global que trabalha de forma incansável no monitoramento dos vírus influenza, e esse trabalho subsidia as reuniões internacionais que decidem a atualização das cepas que compõem a vacina contra a gripe”, destacou.

Preparação para riscos emergentes

Além de orientar a composição de vacinas e antivirais, a vigilância da influenza cumpre um papel estratégico na detecção precoce de riscos emergentes, incluindo o surgimento de vírus com potencial pandêmico. Durante a temporada analisada, foi registrado um caso raro de influenza A(H3N2)v no Paraná, associado à exposição a suínos. Embora a investigação não tenha identificado transmissão sustentada entre humanos, o episódio evidenciou a importância de manter sistemas capazes de detectar rapidamente vírus que cruzam a barreira entre espécies.

“O influenza tem potencial epidêmico e pandêmico. Por isso, é fundamental manter um monitoramento sensível e constante, capaz de identificar rapidamente tanto mutações associadas à resistência a antivirais quanto eventos de origem zoonótica, antes que eles se espalhem”, afirmou Paola Resende.

Segundo os autores, a circulação de vírus influenza em humanos e animais cria oportunidades para rearranjos genéticos que podem dar origem a novas variantes. Nesse contexto, o acompanhamento genômico e epidemiológico não apenas subsidia ações imediatas de saúde pública, como também fortalece a capacidade do país de responder a cenários epidêmicos e pandêmicos futuros, em articulação com o Ministério da Saúde e a Organização Mundial da Saúde.

Publicado em 26/01/2026 14:42 Yuri Neri (IOC/Fiocruz)

Comitiva do Iphan visita Fiocruz para discutir candidatura a Patrimônio Mundial

O Castelo Mourisco foi o ponto de partida da visita da delegação do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) ao campus da Fiocruz em Manguinhos, na zona Norte do Rio de Janeiro, nesta quarta-feira (21/1), para discutir a candidatura a Patrimônio Mundial da Unesco proposta pela instituição. O Iphan é o órgão representante do Brasil na esfera de postulações ao título.

Mario Moreira recebe representante do Iphan.

Presidente da Fiocruz, Mario Moreira recebe o diretor do Departamento do Patrimônio Material e Fiscalização do Iphan, Andrey Schlee (foto: Pedro Paulo Gonçalves)

Composto pelo diretor do Departamento do Patrimônio Material e Fiscalização, Andrey Schlee, pela chefe da Assessoria de Assuntos Internacionais, Juliana Bezerra, e pelo chefe da Assessoria Internacional do Patrimônio Material, Luiz Eduardo Sarmento, o grupo do Iphan participou de uma reunião com o presidente da Fiocruz, Mario Moreira, o diretor da Casa de Oswaldo Cruz (COC/Fiocruz), Marcos José de Araújo Pinheiro, e a equipe responsável pelo dossiê de candidatura.

“A candidatura a Patrimônio Mundial da Unesco é a reafirmação do papel histórico da Fiocruz, da sua trajetória enquanto instituição de ciência e tecnologia dedicada à vida. Isso significa muito, não só para nós, mas também para o país, que busca reafirmar a sua posição de liderança justamente nesse campo”, enfatizou Mario Moreira.

Reunião com o Iphan.

O grupo se reuniu nas dependências do Castelo Mourisco da Fiocruz (foto: Pedro Paulo Gonçalves)

O grupo percorreu as dependências do Castelo, onde está parte significativa das coleções biológicas que são testemunho do trabalho excepcional desenvolvido na instituição ao longo de seus 125 anos. Na sequência, fez um recorrido pelo campus de Manguinhos, acessando edificações que integram o Núcleo Arquitetônico Histórico de Manguinhos (Nahm), como a Cavalariça, o Pombal e o Pavilhão Henrique de Aragão, bem como construções emblemáticas para a história recente da saúde, como o Hospital da Covid-19, construído durante a pandemia no Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas (INI/Fiocruz).

“Essa visita técnica faz parte da definição de estratégia que adotaremos para a próxima fase. Temos uma grande expectativa em relação ao sucesso dessa candidatura. Não há como pensar na história da ciência e da saúde sem pensar na Fiocruz, principalmente no cenário brasileiro e latino-americano”, afirmou o diretor da COC/Fiocruz, Marcos José.

Reunião com o Iphan.

A delegação do Iphan segue uma agenda de reuniões na Fiocruz até esta quinta-feira (22/1) (foto: Pedro Paulo Gonçalves)

Diretor do Departamento do Patrimônio Material e Fiscalização do Iphan, Andrey Schlee destacou um amadurecimento da candidatura. “A impressão que nós temos é que a Fundação vem se preparando há muito tempo, seja com políticas ou com equipes, na construção de um dossiê muito denso, algo muito importante para um futuro reconhecimento”, afirmou.

A delegação do Iphan segue uma agenda de reuniões na Fiocruz até esta quinta-feira (22/1).

Fundação Oswaldo Cruz: Ciência, Saúde e Cultura em Manguinhos

A candidatura apresentada pela Fiocruz à Unesco destaca a atividade desenvolvida na instituição entre 1900 e 1960 como um fato único e relevante para a história da humanidade: o primeiro patrimônio da ciência e da saúde pública com base na pesquisa científica, no desenvolvimento e produção de vacinas, e consequente controle e/ou erradicação de doenças endêmicas e epidêmicas.

Em fevereiro de 2024, a Fiocruz passou a integrar a lista indicativa de locais que podem se tornar Patrimônio Mundial Cultural, Natural e Misto, etapa primordial e obrigatória para qualquer bem iniciar um processo de reconhecimento. No momento, a equipe responsável pela candidatura se dedica à elaboração do dossiê que será entregue à Unesco em 2027.

Patrimônio Cultural da Saúde: tipologia inédita na lista da Unesco

A candidatura é singular na medida em que se propõe a preencher uma lacuna de reconhecimentos pela Unesco, relativa ao Patrimônio Cultural da Saúde, definido como um conjunto de bens materiais e simbólicos socialmente construídos, que expressam o processo da saúde individual e coletiva nas suas dimensões científica, histórica e cultural.  

Publicado em 22/01/2026 11:54 Ana Leticia Ribeiro (COC/Fiocruz)

InfoGripe: Acre e Amazonas têm aumento de hospitalizações por influenza A

A nova edição do Boletim InfoGripe da Fiocruz, divulgada nesta quinta-feira (22/1), sinaliza que os estados do Acre e do Amazonas continuam com incidência de Síndrome Respiratório Aguda (SRAG) em nível de risco e com sinal de crescimento na tendência de longo prazo. O aumento acelerado de casos de SRAG nesses estados vem sendo impulsionado principalmente pela influenza A, que tem levado ao crescimento do número de hospitalizações tanto em crianças pequenas, quanto em jovens, adultos e idosos.

No cenário nacional há sinalização de queda de casos de SRAG nas tendências de longo prazo (últimas seis semanas) e de curto prazo (últimas três semanas). A análise é referente à Semana epidemiológica 2, período de 11 a 17 de janeiro. Nas quatro últimas semanas epidemiológicas, a prevalência no país entre os casos positivos foi de 20,5% de influenza A, 2,6% de influenza B, 8,5% de vírus sincicial respiratório, 33,2% de rinovírus e 19,3% de Sars-CoV-2 (Covid-19). Entre os óbitos, a presença destes mesmos vírus entre os positivos e no mesmo recorte temporal foi de 29,4% de influenza A, 3,2% de influenza B, 4,8% de vírus sincicial respiratório, 19% de rinovírus e 32,5% de Sars-CoV-2 (Covid-19). A análise é referente à Semana Epidemiológica 2, período de 11 a 17 de janeiro.

A pesquisadora do Programa de Computação Científica da Fiocruz e do InfoGripe, Tatiana Portella, recomenda que a população do Amazonas e Acre adote medidas de proteção, tais como o uso de máscaras em postos de saúde, e em locais fechados com maior aglomeração de pessoas. “É fundamental que as pessoas do grupo prioritário, a exemplo das crianças, idosos, indígenas e pessoas que apresentam comorbidade tome a vacina o quanto antes, que já começou na Região Norte”, reforçou Portella.

Estados e capitais

No Ceará, em Pernambuco e em Sergipe, as hospitalizações por influenza A seguem apresentando sinal de interrupção do crescimento ou início de queda. Na Paraíba também se observa um leve sinal de aumento das hospitalizações por VSR, porém ainda sem refletir crescimento de casos de SRAG nas crianças pequenas. Apenas 3 das 27 capitais apresentam nível de atividade de SRAG em alerta, risco ou alto risco (últimas duas semanas) com sinal de crescimento de SRAG na tendência de longo prazo (últimas seis semanas) até a Semana 2: Manaus (AM), Cuiabá (MT) e São Luís (MA).

Incidência e mortalidade

Em nível nacional, observa-se uma tendência de estabilidade ou leve queda dos casos de SRAG em todas as faixas etárias. Os dados referentes aos resultados laboratoriais por faixa etária mostram que a redução ou estabilidade do número de novos casos de SRAG nas diferentes faixas etárias se deve à baixa atividade de diversos vírus respiratórios. A exceção é a Influenza A, que, apesar da baixa circulação na maioria dos estados, tem impulsionado o aumento de SRAG no AC e AM.

A incidência e a mortalidade semanais médias, nas últimas oito semanas epidemiológicas, mantêm o padrão característico de maior impacto nos extremos das faixas etárias analisadas. A incidência de SRAG é mais elevada entre as crianças pequenas, enquanto a mortalidade se concentra principalmente nos idosos. A incidência de SRAG por SARS-CoV-2 e influenza A é maior entre crianças pequenas e idosos, enquanto a mortalidade tem maior impacto entre os idosos. Em relação aos demais vírus com circulação relevante no país, o impacto nos casos de SRAG tem se concentrado entre as crianças pequenas e está associado principalmente ao rinovírus e ao metapneumovírus.

Dados epidemiológicos

Referente ao ano epidemiológico de 2026, já foram notificados 1.765 casos de SRAG, 399 (22,6%) com resultado laboratorial positivo para algum vírus respiratório, 611 (34,6%) negativos e ao menos 615 (34,8%) aguardando resultado. Dados de positividade para semanas recentes estão sujeitos a grandes alterações em atualizações seguintes por conta do fluxo de notificação de casos e inserção do resultado laboratorial associado.

O Boletim InfoGripe é uma estratégia do Sistema Único de Saúde (SUS) voltada ao monitoramento de casos de SRAG no país. A iniciativa oferece suporte às vigilâncias em saúde na identificação de locais prioritários para ações, preparações e resposta a eventos em saúde pública.

Publicado em 22/01/2026 11:50 Regina Castro (Agência Fiocruz de Notícias)

UBSs realizam Dia D de vacinação contra sarampo neste sábado em SP

Medida visa verificar e atualizar a carteirinha vacinal da população

A Prefeitura de São Paulo, por meio da Secretaria Municipal da Saúde (SMS), realiza neste sábado (24), uma ação nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) para intensificar a vacinação contra o sarampo e a febre amarela. Chamada de Dia D, a medida visa verificar e atualizar a carteirinha vacinal da população em todas as regiões da cidade.

As UBSs funcionarão no sábado, das 8h às 17h, e disponibilizarão diversos imunizantes do calendário vacinal. As vacinas também serão ofertadas, no mesmo período, nas Assistências Médicas Ambulatoriais (AMAs)/UBSs Integradas. A população pode localizar a unidade mais próxima por meio da plataforma Busca Saúde. Acesse a plataforma aqui https://buscasaude.prefeitura.sp.gov.br/ .

Em parceria com a Secretaria Municipal da Educação, ações de multivacinação também acontecerão nos Centros Educacionais Unificados (CEUs), no sábado, das 9h às 16h.

Segundo a coordenadora da Vigilância em Saúde, Mariana Araújo, “a vacinação é a principal forma de prevenção contra o sarampo, a febre amarela, e diversas doenças. Manter a caderneta atualizada é essencial para a saúde de toda a população, pois evita a reintrodução e a circulação de doenças imunopreveníveis”.

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A SMS aponta que desde que as ações de intensificação da vacinação começaram em 12 de janeiro, mais de 30 mil doses de imunizantes foram aplicadas. Dessas doses, 16.024 foram vacinas contra sarampo e 14.748 contra febre amarela.

*Estagiário da Agência Brasil sob supervisão de Odair Braz Junior

Matheus Crobelatti* – Agência Brasil Publicado em 22/01/2026 – 09:57 São Paulo

Projeto reduz infecções em hospitais públicos no país: Economia para o SUS gira em torno de R$ 150 milhões

Criado para ajudar a reduzir as infecções relacionadas à assistência à saúde em unidades hospitalares públicas do Brasil, o projeto Saúde em Nossas Mãos têm conseguido atingir seu objetivo. Entre setembro de 2024 e outubro de 2025, o projeto conseguiu reduzir em 26% essas infecções hospitalares em unidades de terapia intensiva (UTI) de adultos, crianças e neonatais.

Com essa redução em infecções hospitalares, estima-se que o Sistema Único de Saúde (SUS) tenha tido uma economia de mais de R$ 150 milhões nesse período.

O projeto Saúde em Nossas Mãos foi desenvolvido pelos hospitais Oswaldo Cruz, Beneficência Portuguesa de São Paulo, Hospital Albert Einstein, Hospital do Coração (Hcor), Hospital Moinhos de Vento e Hospital Sírio-Libanês, que participam do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (Proadi-SUS), do Ministério da Saúde. 

A proposta do projeto é atuar em UTIs brasileiras para reduzir casos de infecção primária de corrente sanguínea associada a cateter venoso central, pneumonia associada à ventilação mecânica e infecção do trato urinário associada a cateter vesical.

“O Saúde em Nossas Mãos é uma iniciativa que gera um movimento de aprendizagem, onde todos ensinam e todos aprendem e, o principal, aborda medidas de combate às três principais Infecções Relacionadas à Assistência à Saúde em UTIs. Estamos falando de infecções graves causadas por cateteres [venoso central, ventilação mecânica e vesical], que aumentam morbidade, mortalidade e custos hospitalares e que podem ser evitadas com medidas eficazes de prevenção”, disse Claudia Garcia, coordenadora geral do projeto, por meio de nota.

Estimativas apontam que as infecções relacionadas à assistência à saúde podem causar até 3,5 milhões de mortes a cada ano em todo o mundo. No Brasil, cada infecção dessa que é evitada ajuda a poupar entre R$ 60 mil e R$ 110 mil.

A meta do projeto é reduzir essas infecções hospitalares em 50% até o final deste ano.

Agência BrasilPublicado em 15/01/2026 – 07:02São Paulos