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InfoGripe alerta para a manutenção da alta de casos de SRAG no paísInfoGripe alerta para a manutenção da alta de casos de SRAG no país

Divulgada nesta quinta-feira (25/6), a nova edição do Boletim InfoGripe da Fiocruz reforça o alerta para a manutenção da alta do número de casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) no país. Todas as unidades da Federação, com exceção de Rondônia, Piauí e Pernambuco, apresentam incidência de SRAG em nível de alerta, risco ou alto risco nas últimas duas semanas. Oito delas também sinalizam crescimento na tendência de longo prazo (últimas seis semanas) até a Semana Epidemiológica 24: Alagoas, Amapá, Espírito Santo, Mato Grosso do Sul, Paraná, Rio de Janeiro, Roraima e Santa Catarina. Esta alta de SRAG segue associada, principalmente, à maior circulação do vírus sincicial respiratório (VSR) e, em algumas regiões, também às influenzas A e B. Referente à Semana Epidemiológica 24, a atualização abrange o período de 14 a 20 de junho.

A pesquisadora Tatiana Portella, do Boletim InfoGripe, observa que, em relação à Covid-19, o número de casos de SRAG apresenta aumento em alguns estados, como Amazonas, Pará e Ceará, mas que, no entanto, esse crescimento ainda é lento e que os casos semanais permanecem em níveis baixos. Diante deste cenário, Portella chama a atenção para a importância de a população elegível manter a vacinação contra o vírus em dia.

“Lembrando que idosos e pessoas imunocomprometidas precisam tomar doses de reforço da vacina contra a Covid-19 a cada seis meses para ficarem adequadamente protegidos. A vacinação é a principal forma de proteção contra casos graves e óbitos causados pelos principais vírus respiratórios associados à Síndrome Respiratória Aguda Grave, como influenza, Covid-19 e vírus sincicial respiratório. Por isso, é fundamental que as pessoas dos grupos de risco e elegíveis estejam com a vacinação em dia”, ressaltou.

Além disso, recomendou a pesquisadora, é importante manter medidas de prevenção, como lavar sempre as mãos e utilizar máscara em postos de saúde e em locais fechados ou com maior aglomeração de pessoas. Caso apresente sintomas de gripe ou resfriado, o ideal é permanecer em isolamento. Se isso não for possível, a recomendação é sair de casa usando uma boa máscara, para reduzir o risco de transmissão do vírus para outras pessoas.
 


Estados e capitais

Os casos de SRAG por VSR continuam aumentado em toda a região Sul (PR, SC e RS), boa parte do Sudeste (RJ, MG e SP) e em alguns estados do Norte (AP, PA e RR), Nordeste (AL, CE, MA) e no Mato Grosso do Sul. Nos estados do Acre, Pará, Mato Grosso, Goiás, Distrito Federal, Paraíba, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Sergipe e Espírito Santo os casos de SRAG por VSR continuam altos, mas já mostram sinais de interrupção do crescimento ou queda.

As hospitalizações por influenza A seguem aumentando no Acre e em Roraima e, embora apresentem tendência de estabilização ou queda, permanecem em níveis elevados em Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná. Já os casos graves por Influenza B continuam aumentando em boa parte do Centro-Sul (GO, DF, MS, MG, SP, RJ, PR, RS e SC), além do Ceará e do Maranhão. Os casos de SRAG por Covid-19 seguem com sinal de crescimento em alguns estados do Norte (AM, CE e PA), mas o número semanal de casos ainda permanece baixo. As notificações de SRAG por Covid-19 permanecem com indícios de aumento em alguns estados da Região Norte (Amazonas e Pará), além do Ceará. No entanto, o número semanal de casos ainda permanece baixo.

Oito das 27 capitais apresentam nível de atividade de SRAG em alerta, risco ou alto risco, com sinal de crescimento na tendência de longo prazo até a semana epidemiológica 24: Boa Vista (Roraima), Curitiba (Paraná), Florianópolis (Santa Catarina), Macapá (Amapá), Porto Alegre (Rio Grande do Sul), Rio de Janeiro (Rio de Janeiro), São Luís (Maranhão) e Vitória (Espírito Santo).

Dados epidemiológicos

Nas quatro últimas semanas epidemiológicas, a proporção entre os casos positivos foi de 16,4% para influenza A, 7,9% para influenza B, 53,1% para vírus sincicial respiratório, 23,9% para rinovírus e 2% Covid-19 (Sars-CoV-2). Entre os óbitos, a presença desses mesmos vírus, considerando apenas os casos positivos e o mesmo período, foi de 38,3% para influenza A, 12,6% para influenza B, 20,9% para vírus sincicial respiratório, 21,6% para rinovírus e 7,5% para Covid-19 (Sars-CoV-2).

Em nível nacional, a análise verificou sinal de manutenção do crescimento dos casos de SRAG entre os idosos e desaceleração desse crescimento entre crianças menores de dois anos e pessoas de 15 a 49 anos. Entre crianças e adolescentes de dois a 14 anos, os casos estão em queda.

O cenário atual, em nível nacional, aponta estabilização ou oscilação nas tendências de longo e de curto prazo. No ano epidemiológico de 2026, já foram notificados 97.813 casos de SRAG, sendo 49.511 (50,6%) com resultado laboratorial positivo para algum vírus respiratório, 34.270 (35%) com resultado negativo e 7.771 (7,9%) ainda aguardando resultado laboratorial.

Incidência e mortalidade

A incidência e a mortalidade semanais médias, nas últimas oito semanas epidemiológicas, mantêm o padrão característico de maior impacto nos extremos das faixas etárias analisadas. A ocorrência de SRAG é mais elevada entre as crianças pequenas e está associada, principalmente, ao vírus sincicial respiratório. Já a mortalidade é maior entre os idosos, tendo como principal causa o vírus influenza A.

Em relação aos casos de SRAG por influenza A, a incidência tem apresentado maior impacto em crianças menores de 2 anos, enquanto a mortalidade é mais elevada na população com 65 anos ou mais. As ocorrências de SRAG por Covid-19 continuam baixas em todas as faixas etárias.

Divulgada nesta quinta-feira (25/6), a nova edição do Boletim InfoGripe da Fiocruz reforça o alerta para a manutenção da alta do número de casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) no país. Todas as unidades da Federação, com exceção de Rondônia, Piauí e Pernambuco, apresentam incidência de SRAG em nível de alerta, risco ou alto risco nas últimas duas semanas. Oito delas também sinalizam crescimento na tendência de longo prazo (últimas seis semanas) até a Semana Epidemiológica 24: Alagoas, Amapá, Espírito Santo, Mato Grosso do Sul, Paraná, Rio de Janeiro, Roraima e Santa Catarina. Esta alta de SRAG segue associada, principalmente, à maior circulação do vírus sincicial respiratório (VSR) e, em algumas regiões, também às influenzas A e B. Referente à Semana Epidemiológica 24, a atualização abrange o período de 14 a 20 de junho.

A pesquisadora Tatiana Portella, do Boletim InfoGripe, observa que, em relação à Covid-19, o número de casos de SRAG apresenta aumento em alguns estados, como Amazonas, Pará e Ceará, mas que, no entanto, esse crescimento ainda é lento e que os casos semanais permanecem em níveis baixos. Diante deste cenário, Portella chama a atenção para a importância de a população elegível manter a vacinação contra o vírus em dia.

“Lembrando que idosos e pessoas imunocomprometidas precisam tomar doses de reforço da vacina contra a Covid-19 a cada seis meses para ficarem adequadamente protegidos. A vacinação é a principal forma de proteção contra casos graves e óbitos causados pelos principais vírus respiratórios associados à Síndrome Respiratória Aguda Grave, como influenza, Covid-19 e vírus sincicial respiratório. Por isso, é fundamental que as pessoas dos grupos de risco e elegíveis estejam com a vacinação em dia”, ressaltou.

Além disso, recomendou a pesquisadora, é importante manter medidas de prevenção, como lavar sempre as mãos e utilizar máscara em postos de saúde e em locais fechados ou com maior aglomeração de pessoas. Caso apresente sintomas de gripe ou resfriado, o ideal é permanecer em isolamento. Se isso não for possível, a recomendação é sair de casa usando uma boa máscara, para reduzir o risco de transmissão do vírus para outras pessoas.
 


Estados e capitais

Os casos de SRAG por VSR continuam aumentado em toda a região Sul (PR, SC e RS), boa parte do Sudeste (RJ, MG e SP) e em alguns estados do Norte (AP, PA e RR), Nordeste (AL, CE, MA) e no Mato Grosso do Sul. Nos estados do Acre, Pará, Mato Grosso, Goiás, Distrito Federal, Paraíba, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Sergipe e Espírito Santo os casos de SRAG por VSR continuam altos, mas já mostram sinais de interrupção do crescimento ou queda.

As hospitalizações por influenza A seguem aumentando no Acre e em Roraima e, embora apresentem tendência de estabilização ou queda, permanecem em níveis elevados em Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná. Já os casos graves por Influenza B continuam aumentando em boa parte do Centro-Sul (GO, DF, MS, MG, SP, RJ, PR, RS e SC), além do Ceará e do Maranhão. Os casos de SRAG por Covid-19 seguem com sinal de crescimento em alguns estados do Norte (AM, CE e PA), mas o número semanal de casos ainda permanece baixo. As notificações de SRAG por Covid-19 permanecem com indícios de aumento em alguns estados da Região Norte (Amazonas e Pará), além do Ceará. No entanto, o número semanal de casos ainda permanece baixo.

Oito das 27 capitais apresentam nível de atividade de SRAG em alerta, risco ou alto risco, com sinal de crescimento na tendência de longo prazo até a semana epidemiológica 24: Boa Vista (Roraima), Curitiba (Paraná), Florianópolis (Santa Catarina), Macapá (Amapá), Porto Alegre (Rio Grande do Sul), Rio de Janeiro (Rio de Janeiro), São Luís (Maranhão) e Vitória (Espírito Santo).

Dados epidemiológicos

Nas quatro últimas semanas epidemiológicas, a proporção entre os casos positivos foi de 16,4% para influenza A, 7,9% para influenza B, 53,1% para vírus sincicial respiratório, 23,9% para rinovírus e 2% Covid-19 (Sars-CoV-2). Entre os óbitos, a presença desses mesmos vírus, considerando apenas os casos positivos e o mesmo período, foi de 38,3% para influenza A, 12,6% para influenza B, 20,9% para vírus sincicial respiratório, 21,6% para rinovírus e 7,5% para Covid-19 (Sars-CoV-2).

Em nível nacional, a análise verificou sinal de manutenção do crescimento dos casos de SRAG entre os idosos e desaceleração desse crescimento entre crianças menores de dois anos e pessoas de 15 a 49 anos. Entre crianças e adolescentes de dois a 14 anos, os casos estão em queda.

O cenário atual, em nível nacional, aponta estabilização ou oscilação nas tendências de longo e de curto prazo. No ano epidemiológico de 2026, já foram notificados 97.813 casos de SRAG, sendo 49.511 (50,6%) com resultado laboratorial positivo para algum vírus respiratório, 34.270 (35%) com resultado negativo e 7.771 (7,9%) ainda aguardando resultado laboratorial.

Incidência e mortalidade

A incidência e a mortalidade semanais médias, nas últimas oito semanas epidemiológicas, mantêm o padrão característico de maior impacto nos extremos das faixas etárias analisadas. A ocorrência de SRAG é mais elevada entre as crianças pequenas e está associada, principalmente, ao vírus sincicial respiratório. Já a mortalidade é maior entre os idosos, tendo como principal causa o vírus influenza A.

Em relação aos casos de SRAG por influenza A, a incidência tem apresentado maior impacto em crianças menores de 2 anos, enquanto a mortalidade é mais elevada na população com 65 anos ou mais. As ocorrências de SRAG por Covid-19 continuam baixas em todas as faixas etárias.

Publicado em 25/06/2026 10:52 Regina Castro (Agência Fiocruz de Notícias)

InfoGripe: cresce número de hospitalizações por VSR e gripe

É essencial se vacinar contra o influenza para evitar casos graves

O número de hospitalizações por vírus sincicial respiratório (VSR) aumentou no Brasil e, em algumas regiões do país, também houve mais internações por gripe causada pelos vírus influenza A e B. Os dados estão no Infogripe, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), divulgado nesta quinta-feira (11).

A análise é referente à Semana Epidemiológica 22, período de 31 de maio a 6 de junho, período em que a queda das temperaturas pode impulsionar a disseminação dos vírus respiratórios em locais fechados e aglomerados.

O estudo verificou que 11 das 27 unidades federativas apresentam incidência de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) em nível de alerta, risco ou alto risco nas últimas duas semanas, com indícios de crescimento também na tendência de longo prazo, que considera as últimas seis semanas. São elas: Acre, Alagoas, Amapá, Paraná, Pará, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Roraima, Santa Catarina, Sergipe e São Paulo.

O InfoGripe destaca também que as demais 16 unidades da Federação apresentam indícios de interrupção do crescimento ou queda do número de casos de SRAG na tendência de longo prazo. Mas 12 delas ainda registram incidência em níveis de alerta, risco ou alto risco: Amazonas, Bahia, Ceará, Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraíba e Rio de Janeiro.

Cuidados

Em 2026, já foram registrados 3.591 óbitos de SRAG. Para a pesquisadora Tatiana Portella, do Boletim InfoGripe e do Programa de Computação Científica da Fiocruz, é importante que a população tome alguns cuidados, como lavar sempre as mãos, usar máscaras dentro unidades de saúde e em ambientes aglomerados com pouca circulação de ar.

Segundo ela, também é importante fazer isolamento em caso de sintomas de gripe ou resfriado, para evitar transmitir o vírus para outras pessoas. Se não for possível fazer o isolamento, a recomendação é que a pessoa saia de casa usando uma boa máscara como a N95 ou PFF2

“E o mais importante: é fundamental que as pessoas dos grupos prioritários e elegíveis tomem a vacina contra a influenza e o VSR, para diminuírem as chances de desenvolverem a forma mais grave da doença ou irem a óbito, caso se infectem por esses vírus”, diz Tatiana.

Os dados de resultados laboratoriais por faixa etária mostram que a alta de SRAG em crianças de até 4 anos de idade tem sido impulsionada principalmente pelo VSR, enquanto o rinovírus tem predominado entre crianças e adolescentes de 5 a 14 anos.

Nas últimas semanas, também tem sido observado um predomínio de casos de SRAG associados à influenza A entre jovens, adultos e idosos. A influenza B vem apresentando aumento, especialmente nas faixas etárias de 5 a 14 anos e de 15 a 49 anos.

Agência Brasil Publicado em 11/06/2026 – 13:53 Rio de Janeiro

InfoGripe: cresce número de hospitalizações por VSR e influenza A e B

Divulgada nesta quinta-feira (11/6), a nova edição do Boletim InfoGripe da Fiocruz sinaliza para um cenário de aumento do número de hospitalizações por vírus sincicial respiratório (VSR) e, em algumas regiões, também pela influenza A e influenza B. A análise é referente à Semana Epidemiológica 22, período de 31 de maio a 6 de junho.

A análise verificou que 11 das 27 unidades federativas apresentam incidência de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) em nível de alerta, risco ou alto risco (últimas duas semanas) com indícios de crescimento na tendência de longo prazo (últimas seis semanas): Acre, Alagoas, Amapá, Paraná, Pará, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Roraima, Santa Catarina, Sergipe e São Paulo.

O InfoGripe destaca também que as demais 16 unidades da Federação apresentam indícios de interrupção do crescimento ou queda do número de casos de SRAG na tendência de longo prazo. Mas 12 delas ainda registram incidência de SRAG em níveis de alerta, risco ou alto risco – Amazonas, Bahia, Ceará, Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraíba e Rio de Janeiro.

“É importante que a população tome alguns cuidados, como lavar sempre as mãos, usar máscaras dentro unidades de saúde e em ambientes aglomerados com pouca circulação de ar. Também é importante fazer isolamento em caso de aparecimento de sintomas de gripe ou resfriado para evitar transmitir o vírus para outras pessoas. Se não for possível fazer o isolamento, recomendamos que a pessoa saia de casa usando uma boa máscara como a N95 ou PFF2. E o mais importante, é fundamental que as pessoas dos grupos prioritários e elegíveis tomem a vacina contra a influenza e o VSR, para diminuírem as chances de desenvolverem a forma mais grave da doença ou irem a óbito, caso se infectem por esses vírus”, orienta a pesquisadora Tatiana Portella, do Boletim InfoGripe e do Programa de Computação Científica da Fiocruz.

Estados e capitais

Os casos de SRAG por VSR continuam aumentado na maioria dos estados das regiões Nordeste (AL, BA, CE, MA, PI, RN e SE), Sudeste (MG, RJ e SP) e Sul (PR, SC e RS) e em alguns estados do Norte (AP e RR). Mesmo com sinal de interrupção do crescimento ou queda, o número de casos de SRAG associados ao VSR continua alto em toda a Região Centro-Oeste, além dos estados do Acre, Pará, Espírito Santo, Paraíba e Pernambuco.

As hospitalizações por influenza A continuam aumentando em toda a Região Sul, além de Roraima e Rio Grande do Norte. Já os casos graves por influenza B estão aumentando especialmente em São Paulo, Paraná e Mato Grosso do Sul.

A atualização mostra que 10 das 27 capitais apresentam nível de atividade de SRAG em alerta, risco ou alto risco (últimas duas semanas) com sinal de crescimento de SRAG na tendência de longo prazo até a Semana 22: Aracaju (SE), Belém (PA), Belo Horizonte (MG), Curitiba (PR), Florianópolis (SC), Macapá (AP), Maceió (AL), Porto Alegre (RS), Rio Branco (AC) e Salvador (BA).

Segundo a análise, nove capitais também registram incidência de SRAG em níveis de alerta, risco ou alto risco, porém sem sinal de crescimento na tendência de longo prazo: Brasília (DF), Campo Grande (MS), Cuiabá (MT), Joao Pessoa (PB), Manaus (AM), Palmas (TO), Rio de Janeiro (RJ), São Luís (MA) e São Paulo (SP).

O aumento de SRAG na maioria dessas capitais ocorre especialmente nas crianças menores de 2 anos ou crianças e adolescentes até 14 anos. Em Curitiba e Rio Branco também há aumento dos casos de SRAG entre os idosos.

Dados epidemiológicos

Em relação aos casos positivos do ano corrente, verificou-se que 24,4% de influenza A, 3,1% de influenza B, 33,1% de vírus sincicial respiratório, 32,5% de rinovírus e 5,7% de Sars-CoV-2 (Covid-19). Nas quatro últimas semanas epidemiológicas, a prevalência entre os casos positivos foi de 20,7% de influenza A, 5,7% de influenza B, 49,6% de vírus sincicial respiratório, 24,5% de rinovírus e 2% de Sars-CoV-2 (Covid-19).

Nas quatro últimas semanas epidemiológicas, a proporção entre os casos positivos foi de 20,7% de influenza A, 5,7% de influenza B, 49,6% de vírus sincicial respiratório, 24,5% de rinovírus e 2% de Sars-CoV-2 (Covid-19).

Referente ao ano epidemiológico 2026, já foram notificados 82.544 casos de SRAG, sendo 40.259 (48,8%) com resultado laboratorial positivo para algum vírus respiratório, 29.404 (35,6%) negativos, e ao menos 7.319 (8,9%) aguardando resultado laboratorial. Entre os óbitos, a presença destes mesmos vírus entre os positivos e no mesmo recorte temporal foi de 46,5% de influenza A, 9,9% de influenza B, 17% de vírus sincicial respiratório, 18,4% de rinovírus e 6,8% de Sars-CoV-2 (Covid-19).

Incidência e mortalidade

Os dados de resultados laboratoriais por faixa etária mostram que a alta de SRAG em crianças de até 4 anos de idade tem sido impulsionada principalmente pelo VSR, enquanto o rinovírus tem predominado entre crianças e adolescentes de 5 a 14 anos. Nas últimas semanas, também tem sido observado um predomínio de casos de SRAG associados à influenza A entre jovens, adultos e idosos. A influenza B vem apresentando aumento, especialmente nas faixas etárias de 5 a 14 anos e de 15 a 49 anos.

Em 2026 já foram registrados 3.591 óbitos de SRAG, sendo 1.641 (45,7%) com resultado laboratorial positivo para algum vírus respiratório, 1.575 (43,9%) negativos e ao menos 76 (2,1%) aguardando resultado laboratorial.

Dentre os óbitos positivos do ano corrente observou-se 41,9% de influenza A, 4,9% de influenza B, 9,1% de vírus sincicial respiratório, 20,4% de rinovírus e 21% de Sars-CoV-2 (Covid-19). Nas quatro últimas semanas epidemiológicas a prevalência entre os óbitos positivos foi de 46,5% de influenza A, 9,9% de influenza B, 17% de vírus sincicial respiratório, 18,4% de rinovírus e 6,8% de Sars-CoV-2 (Covid-19).

O Boletim InfoGripe é uma estratégia do Sistema Único de Saúde (SUS) voltada ao monitoramento de casos de SRAG no país. A iniciativa oferece suporte às vigilâncias em saúde na identificação de locais prioritários para ações, preparações e resposta a eventos em saúde pública.

Publicado em 11/06/2026 10:33 Regina Castro (Agência Fiocruz de Notícias)

Casos de influenza A continuam a crescer no Brasil, diz Fiocruz

Dados constam da nova edição do Boletim InfoGripe da Fiocruz

O número de casos de influenza A permanece em crescimento no Brasil. De acordo com a nova edição do Boletim InfoGripe, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), a maior parte dos estados das regiões Norte, Centro-Oeste, Nordeste e Sudeste está em alerta por causa da Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), que representa risco ou alto risco com sinal de crescimento.

O Boletim alerta que a influenza A, vírus sincicial respiratório (VSR) e rinovírus são as causas na maioria dessas ocorrências de SRAG e podem resultar em morte nos casos mais graves.

Conforme os registros do InfoGripe, divulgados nesta quarta-feira (1º), nas quatro últimas semanas epidemiológicas, 27,4% foram casos positivos de influenza A; 1,5% de influenza B; 17,7% de vírus sincicial respiratório; 45,3% de rinovírus; e 7,3% de Sars-CoV-2 (covid-19).

Nas anotações de óbitos em igual período, entre os registros positivos houve a presença destes mesmos vírus com 36,9% de influenza A, de 2,5% influenza B, 5,9% de vírus sincicial respiratório, 30% de rinovírus e 25,6% de Sars-CoV-2 (Covid-19). “O estudo é referente à Semana Epidemiológica 12, período de 22 a 28 de março”, acrescentou a Fiocruz no texto de divulgação do Boletim.

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Vacinação

Para os pesquisadores, diante desse quadro, a imunização contra a influenza se torna ainda mais necessária, o que pode ser facilitado pela Campanha Nacional de Vacinação que teve início no sábado passado (28), nessas regiões onde vem sendo registrado o avanço dos casos.

A ação, que é realizada anualmente pelo Ministério da Saúde, com apoio de estados e municípios, continua até 30 de maio e a população pode procurar a imunização gratuita nas Unidades Básicas de Saúde (UBS).

“É fundamental que pessoas dos grupos prioritários como idosos, crianças, pessoas com comorbidades e profissionais da saúde e da educação estejam em dia com a vacina contra a influenza”, afirmou a pesquisadora da Fiocruz Tatiana Portella.

Ela chama atenção ainda para a importância das gestantes a partir da 28ª semana se vacinarem contra o VSR, para garantir proteção aos bebês desde o nascimento.

A pesquisadora recomendou também que as pessoas dos estados onde ocorrem evolução de SRAG usem máscaras em locais fechados e com maior aglomeração, principalmente, as que integram os grupos de risco. Tatiana Portella ressaltou, ainda, a importância de manter a higiene, como lavar sempre as mãos.

“Em caso de sintomas de gripe ou resfriado, o ideal é manter o isolamento. Se isso não for possível, a orientação é sair de casa usando uma máscara de boa qualidade, como PFF2 ou N95”, sugeriu.

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Cristina Indio do Brasil – Repórter da Agência Brasil Publicado em 02/04/2026 – 12:19 Rio de Janeiro

InfoGripe: número de casos de influenza A segue aumentando no Norte, Sudeste e Nordeste

A nova edição do Boletim InfoGripe da Fiocruz, divulgada nesta quinta-feira (26/3), sinaliza, a médio e longo prazos, aumento do número de casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG). Este cenário tem sido impulsionado pelo incremento das hospitalizações por influenza A, rinovírus e vírus sincicial respiratório (VSR). A análise mostra que todas as unidades da Federação (UF) apresentam sinal de crescimento do número de casos de SRAG na tendência de longo prazo (últimas seis semanas) até a Semana Epidemiológica 11, período de 15 a 21 de março.

Entre as UF, 22 estão com nível de atividade de SRAG em alerta, risco ou alto risco (últimas duas semanas): Rio de Janeiro, Acre, Amazonas, Pará, Amapá, Rondônia, Roraima, Tocantins, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Distrito Federal, Maranhão, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Piauí, Sergipe, Alagoas, Bahia, Minas Gerais e Espírito Santo. O estudo destaca que o rinovírus tem impulsionado o aumento dos casos de SRAG em grande parte desses estados, especialmente entre crianças e adolescentes de 2 a 14 anos.

Em nível nacional, o cenário atual sugere que a situação aponta sinal de aumento nas tendências de longo prazo (últimas seis semanas) e de curto prazo (últimas três semanas). Em 2026 já foram notificados 24.281 casos de SRAG, sendo 9.443 (38,9%) com resultado laboratorial positivo para algum vírus respiratório, 9.951 (41%) negativos e cerca de 3.085 (12,7%) aguardando resultado laboratorial.

A pesquisadora do InfoGripe Tatiana Portella, do Programa de Computação Científica da Fiocruz, chama atenção que é essencial que as pessoas de maior risco, como idosos, imunocomprometidos e crianças, tomem a vacina da influenza assim que ela chegar aos postos de saúde, para frear o crescimento acelerado das hospitalizações pelo vírus em diversos estados do país. Para quem mora em regiões com alta de SRAG, Portella também recomenda o uso de máscara em locais fechados e com maior aglomeração de pessoas, especialmente para os grupos de risco. “Além disso, em caso de sintomas de gripe ou resfriado, o ideal é fazer isolamento dentro de casa, mas se não for possível, recomendamos sair usando uma boa máscara, como PFF2 ou N95, para evitar transmitir o vírus para outras pessoas”, recomenda.

Estados e capitais

Quanto aos casos de SRAG associados ao vírus influenza A, a atualização mostra indícios de interrupção do crescimento no Pará, Ceará e Pernambuco. No entanto, continuam aumentando na maioria dos estados do Nordeste (Maranhão, Piauí, Rio Grande do Norte, Paraíba, Alagoas, Sergipe e Bahia) e em alguns do Norte (Amapá, Rondônia) e Sudeste (Rio de Janeiro, Espírito Santo) e no Mato Grosso.

Em relação ao VSR, o vírus segue contribuindo para o crescimento de SRAG em crianças menores de 2 anos no Norte (Acre, Amazonas, Pará, Roraima e Rondônia), Nordeste (Paraíba, Pernambuco, Alagoas e Sergipe), além do Centro-Oeste (Mato Grosso, Goiás e Distrito Federal). Por outro lado, o metapneumovírus tem impulsionado o aumento de SRAG em crianças pequenas no Distrito Federal e em Minas Gerais.

Observa-se que 22 das 27 capitais apresentam nível de atividade de SRAG em alerta, risco ou alto risco (últimas duas semanas) com sinal de crescimento na tendência de longo prazo (últimas 6 semanas) até a Semana 11: Aracaju (SE), Belém (PA), Belo Horizonte (MG), Boa Vista (RR), Brasília (DF), Campo Grande (MS), Cuiabá (MT), Fortaleza (CE), Goiânia (GO), João Pessoa (PB), Macapá (AP), Maceió (AL), Manaus (AM), Natal (RN), Palmas (TO), Porto Velho (RO), Recife (PE), Rio de Janeiro (RJ), Salvador (BA), São Luís (MA), Teresina (PI) e Vitória (ES).

Prevalência de casos e óbitos

Nas quatro últimas semanas epidemiológicas, a prevalência entre os casos positivos foi de 45% de rinovírus, 27,8% de influenza A, 14,6% de vírus sincicial respiratório, 9,1% de Sars-CoV-2 (Covid-19) e 1,4% de influenza B. Entre os óbitos, a presença destes mesmos vírus entre os positivos e no mesmo recorte temporal foi de 35,9% de influenza A 29,1% de Sars-CoV-2 (Covid-19), 27,2% de rinovírus, 5,8% de vírus sincicial respiratório e 2,9% de influenza B.

Dados epidemiológicos

Os dados referentes aos resultados laboratoriais por faixa etária mostram que o aumento de SRAG em crianças e adolescentes tem sido impulsionado principalmente pelo rinovírus, enquanto entre jovens, adultos e idosos a principal causa tem sido a influenza A. O VSR também tem contribuído para o aumento de casos de SRAG em crianças pequenas.

A incidência e a mortalidade semanais médias, nas últimas oito semanas epidemiológicas, mantêm o padrão característico de maior impacto nos extremos das faixas etárias analisadas. A incidência de SRAG é mais elevada nas crianças pequenas e está associada principalmente ao VSR e ao rinovírus. Já a mortalidade é maior entre os idosos, tendo a Covid-19 e a influenza A como principais causas. Além disso, a incidência de Covid-19 também é maior em crianças pequenas e idosos, enquanto a de influenza A se concentra principalmente nas crianças de até 4 anos e nos idosos.

O Boletim InfoGripe é uma estratégia do Sistema Único de Saúde (SUS) voltada ao monitoramento de casos de SRAG no país. A iniciativa oferece suporte às vigilâncias em saúde na identificação de locais prioritários para ações, preparações e resposta a eventos em saúde pública.

InfoGripe: Acre e Amazonas têm aumento de hospitalizações por influenza A

A nova edição do Boletim InfoGripe da Fiocruz, divulgada nesta quinta-feira (22/1), sinaliza que os estados do Acre e do Amazonas continuam com incidência de Síndrome Respiratório Aguda (SRAG) em nível de risco e com sinal de crescimento na tendência de longo prazo. O aumento acelerado de casos de SRAG nesses estados vem sendo impulsionado principalmente pela influenza A, que tem levado ao crescimento do número de hospitalizações tanto em crianças pequenas, quanto em jovens, adultos e idosos.

No cenário nacional há sinalização de queda de casos de SRAG nas tendências de longo prazo (últimas seis semanas) e de curto prazo (últimas três semanas). A análise é referente à Semana epidemiológica 2, período de 11 a 17 de janeiro. Nas quatro últimas semanas epidemiológicas, a prevalência no país entre os casos positivos foi de 20,5% de influenza A, 2,6% de influenza B, 8,5% de vírus sincicial respiratório, 33,2% de rinovírus e 19,3% de Sars-CoV-2 (Covid-19). Entre os óbitos, a presença destes mesmos vírus entre os positivos e no mesmo recorte temporal foi de 29,4% de influenza A, 3,2% de influenza B, 4,8% de vírus sincicial respiratório, 19% de rinovírus e 32,5% de Sars-CoV-2 (Covid-19). A análise é referente à Semana Epidemiológica 2, período de 11 a 17 de janeiro.

A pesquisadora do Programa de Computação Científica da Fiocruz e do InfoGripe, Tatiana Portella, recomenda que a população do Amazonas e Acre adote medidas de proteção, tais como o uso de máscaras em postos de saúde, e em locais fechados com maior aglomeração de pessoas. “É fundamental que as pessoas do grupo prioritário, a exemplo das crianças, idosos, indígenas e pessoas que apresentam comorbidade tome a vacina o quanto antes, que já começou na Região Norte”, reforçou Portella.

Estados e capitais

No Ceará, em Pernambuco e em Sergipe, as hospitalizações por influenza A seguem apresentando sinal de interrupção do crescimento ou início de queda. Na Paraíba também se observa um leve sinal de aumento das hospitalizações por VSR, porém ainda sem refletir crescimento de casos de SRAG nas crianças pequenas. Apenas 3 das 27 capitais apresentam nível de atividade de SRAG em alerta, risco ou alto risco (últimas duas semanas) com sinal de crescimento de SRAG na tendência de longo prazo (últimas seis semanas) até a Semana 2: Manaus (AM), Cuiabá (MT) e São Luís (MA).

Incidência e mortalidade

Em nível nacional, observa-se uma tendência de estabilidade ou leve queda dos casos de SRAG em todas as faixas etárias. Os dados referentes aos resultados laboratoriais por faixa etária mostram que a redução ou estabilidade do número de novos casos de SRAG nas diferentes faixas etárias se deve à baixa atividade de diversos vírus respiratórios. A exceção é a Influenza A, que, apesar da baixa circulação na maioria dos estados, tem impulsionado o aumento de SRAG no AC e AM.

A incidência e a mortalidade semanais médias, nas últimas oito semanas epidemiológicas, mantêm o padrão característico de maior impacto nos extremos das faixas etárias analisadas. A incidência de SRAG é mais elevada entre as crianças pequenas, enquanto a mortalidade se concentra principalmente nos idosos. A incidência de SRAG por SARS-CoV-2 e influenza A é maior entre crianças pequenas e idosos, enquanto a mortalidade tem maior impacto entre os idosos. Em relação aos demais vírus com circulação relevante no país, o impacto nos casos de SRAG tem se concentrado entre as crianças pequenas e está associado principalmente ao rinovírus e ao metapneumovírus.

Dados epidemiológicos

Referente ao ano epidemiológico de 2026, já foram notificados 1.765 casos de SRAG, 399 (22,6%) com resultado laboratorial positivo para algum vírus respiratório, 611 (34,6%) negativos e ao menos 615 (34,8%) aguardando resultado. Dados de positividade para semanas recentes estão sujeitos a grandes alterações em atualizações seguintes por conta do fluxo de notificação de casos e inserção do resultado laboratorial associado.

O Boletim InfoGripe é uma estratégia do Sistema Único de Saúde (SUS) voltada ao monitoramento de casos de SRAG no país. A iniciativa oferece suporte às vigilâncias em saúde na identificação de locais prioritários para ações, preparações e resposta a eventos em saúde pública.

Publicado em 22/01/2026 11:50 Regina Castro (Agência Fiocruz de Notícias)

InfoGripe: casos de influenza A aumentam no Sudeste e avançam para a Bahia

Divulgada nesta quinta-feira (6/11), a mais recente edição do Boletim InfoGripe da Fiocruz chama atenção para a manutenção do aumento do número de casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) por influenza A em São Paulo, Espírito Santo e Rio de Janeiro. O número de casos graves pelo vírus começa a apresentar início de aumento também na Bahia.

O atual cenário alerta que a Covid-19 segue em tendência de crescimento em alguns estados. As notificações dos casos graves do vírus continuam aumentando no Paraná, Santa Catarina e São Paulo, porém ainda em níveis baixos de incidência. No Espírito Santo, os casos de SRAG nos idosos associados à Covid-19 estão estáveis, mas ainda em níveis moderados de incidência.

A análise é referente à Semana epidemiológica 44, de 26 de outubro a 1º de novembro.  O InfoGripe é uma estratégia do Sistema Único de Saúde (SUS) voltada ao monitoramento de casos de SRAG no país. A iniciativa oferece suporte às vigilâncias em saúde na identificação de locais prioritários para ações, preparações e resposta a eventos em saúde pública.

A pesquisadora Tatiana Portella, do Programa de Computação Científica da Fiocruz e responsável pelo InfoGripe, ressalta que em relação às crianças pequenas o estudo verificou em Sergipe uma alta atípica, para esta época do ano, de SRAG por vírus sincicial respiratório (VSR) em crianças pequenas. 

O Boletim sublinha que três estados apresentam incidência de SRAG em nível de alerta, risco e alto risco, com tendência de crescimento: Mato Grosso do Sul, Paraíba e Tocantins. No Mato Grosso do Sul e na Paraíba o aumento de SRAG tem se concentrado nas crianças pequenas e tem sido impulsionado em grande parte pelo rinovírus.

Em Tocantins o número de casos de SRAG tem aumentado principalmente na faixa etária a partir dos 50 anos. Ainda não há dados laboratoriais suficientes no estado para determinar o vírus responsável pelo crescimento. Contudo, é possível que esse aumento esteja sendo impulsionado pela influenza A, devido à faixa etária mais afetada, e a proximidade do estado com Goiás e o Distrito Federal, que apresentaram uma alta recente de casos graves pelo vírus.

“Continuamos recomendando ações de etiqueta respiratória, como cobrir a boca com o braço ao tossir ou espirrar, fazer isolamento dentro de casa ou usar uma boa máscara em locais públicos em casos de aparecimento de sintomas de gripe ou resfriado. E, por último e não menos importante, manter a vacinação contra a influenza e a Covid-19 sempre em dia, especialmente para a população que apresenta maior risco de desenvolver quadros graves ou ir a óbito por esses vírus, como crianças pequenas, idosos e pessoas com alguma comorbidade. E pessoas que possuem maior exposição ao vírus como profissionais da área da saúde”, afirma a pesquisadora. 

Estados e capitais

Em nível nacional, os casos de SRAG apresentam sinal de estabilidade nas tendências de longo e de curto prazo. Três das 27 unidades federativas apresentam incidência de SRAG em nível de alerta, risco ou alto risco (últimas duas semanas) com sinal de crescimento na tendência de longo prazo (últimas 6 semanas) até a Semana 44: Mato Grosso do Sul, Paraíba e Tocantins. No Espírito Santo, os casos de SRAG entre os idosos associados à Covid-19 estão estáveis, mas continuam em um patamar considerado moderado para o estado. Sobre o VSR, apenas Sergipe apresenta uma alta recente de casos graves do vírus em crianças pequenas.

O estudo verificou que 3 das 27 capitais apresentam nível de atividade de SRAG em alerta, risco ou alto risco (últimas duas semanas) com sinal de crescimento de SRAG na tendência de longo prazo (últimas 6 semanas) até a semana 44: Florianópolis (SC), João Pessoa (PB) e Palmas (TO).

Dados epidemiológicos

Referente ao ano epidemiológico 2025 já foram notificados 204.086 casos de SRAG, sendo 107.393 (52,6%) com resultado laboratorial positivo para algum vírus respiratório, 74.297 (36,4%) negativos e ao menos 9.174 (4,5%) aguardando resultado laboratorial. Dados de positividade para semanas recentes estão sujeitos a grandes alterações em atualizações seguintes por conta do fluxo de notificação de casos e inserção do resultado laboratorial associado.

Dentre os casos positivos do ano corrente, observou-se 23,2% de influenza A, 1,2% de influenza B, 40,1% de vírus sincicial respiratório, 28,2% de rinovírus e 8,2% de Sars-CoV-2 (Covid-19). Nas quatro últimas semanas epidemiológicas, a prevalência entre os casos positivos foi de 24,8% de influenza A, 1,3% de influenza B, 6,4% de vírus sincicial respiratório, 37,8% de rinovírus, e 14,4% de Sars-CoV-2 (Covid-19).

Óbitos  

Referente aos óbitos de SRAG em 2025, já foram registrados 12.151 óbitos de SRAG, sendo 6.216 (51,2%) com resultado laboratorial positivo para algum vírus respiratório, 4.804 (39,5%) negativos e ao menos 194 (1,6%) aguardando resultado laboratorial. Dentre os óbitos positivos do ano corrente, observou-se 49,4% de influenza A, 1,8% de influenza B, 11,6% de vírus sincicial respiratório, 14,4% de rinovírus e 23,4% de Sars-CoV-2 (Covid-19). Nas quatro últimas semanas epidemiológicas a prevalência entre os óbitos positivos foi de 24,7% de influenza A, 2% de influenza B, 3,5% de vírus sincicial respiratório, 28,8% de rinovírus e 39,4% de Sars-CoV-2 (Covid-19).

Publicado em 06/11/2025 12:08 Regina Castro (Agência Fiocruz de Notícias)