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InfoGripe: casos de SRAG estão em queda no país

A mais nova edição do Boletim InfoGripe da Fiocruz aponta que os casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) estão em queda no cenário nacional, com oscilação na tendência de curto prazo e estabilização na tendência de longo prazo. No entanto, seis estados apresentaram, nas últimas duas semanas, incidência de SRAG em nível de alerta, risco ou alto risco, com sinais de crescimento: Maranhão, Pará, Sergipe, Mato Grosso do Sul, Goiás e Rio Grande do Sul. Outros quatro estados também registraram incidência de SRAG em níveis que exigem atenção, mas sem sinal de crescimento na tendência de longo prazo: Amazonas, Mato Grosso, Roraima e Santa Catarina. 

Divulgada nesta quinta-feira (17/9), a atualização é referente à Semana Epidemiológica (SE) 36, período de 6 a 12 de setembro. No agregado nacional, o aumento de SRAG concentra-se, sobretudo, na faixa etária de 2 a 14 anos e está associado principalmente ao rinovírus. No Rio Grande do Sul, o metapneumovírus também tem contribuído para esse aumento. O Boletim aponta ainda que o Vírus Sincicial Respiratório (VSR), o rinovírus e o metapneumovírus se destacam como principais causas de mortalidade em crianças pequenas.

Pesquisadora do Programa de Computação Científica (Procc/Fiocruz) e Boletim InfoGripe, Tatiana Portella chama atenção que, mesmo com a baixa de casos de SRAG na maior parte do país, é importante que a população de risco verifique se está em dia com o calendário de vacinação. “Idosos e imunocomprometidos precisam tomar doses de reforço da vacina contra a Covid-19 a cada seis meses, enquanto os demais grupos prioritários devem tomar doses de reforço uma vez ao ano. Também é essencial que todas as gestantes tomem a vacina contra o VSR a partir da 28 semana de gestação”, ressalta.

Estados e capitais

Gráficos do InfoGripe.

O Boletim também indica que o período de sazonalidade do VSR já se encerrou ou que os casos graves estão em queda. No entanto, os estados de Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul apresentaram níveis baixos de incidência. 

Em relação à Covid-19, há um leve aumento dos casos graves em São Paulo. Nas demais unidades federativas, os casos de SRAG por Covid-19 estão em um patamar baixo de incidência. 

“Nos estados onde ainda há um aumento de SRAG, é importante que a população também tome alguns cuidados extras, como evitar ter contato próximo com pessoas que estão com sintomas de gripe ou resfriado, lavar as mãos com frequência, e manter uma etiqueta respiratória, como cobrir a boca ou nariz com o braço ou lenço de papel ao tossir ou espirrar”, destaca Portella. “Pessoas que já estão com sintomas de gripe ou resfriado: o ideal é ficar em casa em isolamento, mas, se não for possível, o recomendado é sair de casa usando uma boa máscara”. 

Duas das 27 capitais, Belém (PA) e Florianópolis (SC), apresentaram nível de atividade de SRAG em alerta, risco ou alto risco, com sinal de crescimento de SRAG até a SE 36.

Dados epidemiológicos

Nas últimas quatro semanas epidemiológicas, a proporção entre os casos positivos foi 52,4% para rinovírus; 22,2% para VSR; 5,9% para influenza B; 3,9% para influenza A; e 2,8% para Sars-CoV-2 (Covid-19).

Em 2026, já foram notificados 151.165 casos de SRAG, sendo 81.572 (54%) com resultado laboratorial positivo para algum vírus respiratório, 53.771 (35,6%) negativos e cerca de 7.255 (4,8%) aguardando resultado laboratorial. Dentre os casos positivos do ano corrente, observou-se 41,1% para VSR; 31,4% para rinovírus; 17% para influenza A; 5,5% para influenza B; e 3,8% para Sars-CoV-2 (Covid-19).

Incidência e mortalidade

Em 2026, já foram registrados 6.663 óbitos por SRAG, sendo 3.112 (46,7%) com resultado laboratorial positivo para algum vírus respiratório, 2.904 (43,6%) negativos e ao menos 112 (1,7%) aguardando resultado laboratorial. Verificou-se que, no ano, 35,4% das mortes foram por influenza A; 22,9% por rinovírus; 16,2% por VSR; 14% por Sars-CoV-2 (Covid-19); e 9,3% por influenza B. 

A incidência e mortalidade semanal média, nas últimas oito semanas epidemiológicas, mantêm o cenário típico de maior impacto nos extremos das faixas etárias analisadas. Enquanto a incidência de SRAG apresenta impacto mais elevado nas crianças menores de 2 anos, em termos de mortalidade, ocorre o inverso, com a população a partir de 65 anos sendo a mais impactada. 

Nas quatro últimas semanas epidemiológicas, a prevalência entre os óbitos com resultado laboratorial positivo para algum vírus respiratório foi de 28,9% por rinovírus; , 26,8% por VSR; 14,8% por influenza B; 12% por influenza A; e 5,6% por Sars-CoV-2 (Covid-19).

Período eleitoral

Durante o período eleitoral (de 4 de julho até 25 de outubro), os conteúdos digitais publicados e disponibilizados pela Agência Fiocruz de Notícias (AFN) acompanham as orientações da Advocacia-Geral da União (AGU) e da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom). O documento esclarece que é permitida a divulgação de “conteúdo meramente informativo ou de serviço ao cidadão”.

Publicado em 17/09/2026 11:16

InfoGripe: cinco estados têm incidência de SRAG em nível de alerta e tendência de aumento

Divulgada nesta quinta-feira (10/9), a mais recente edição do Boletim InfoGripe da Fiocruz mostra que, no cenário nacional, o número de casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) apresenta sinal de estabilização ou oscilação nas tendências de longo (últimas seis semanas) e de curto prazo (últimas três semanas). Cinco estados apresentam incidência de SRAG em nível de alerta, risco ou alto risco (últimas duas semanas) com sinal de crescimento na tendência de longo prazo (últimas seis semanas) até a Semana 35: Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Rio de Janeiro. A atualização é referente à Semana Epidemiológica 35, período de 30 de agosto a 5 de setembro.

A análise aponta ainda para manutenção do sinal de aumento do número de casos de SRAG nas crianças e adolescentes de 2 a 14 anos, impulsionado principalmente pelo rinovírus, e diminuição ou estabilização das ocorrências de SRAG nas demais faixas etárias. Segundo os pesquisadores do InfoGripe, a estabilização dos os casos de SRAG nas crianças pequenas também se deve à contraposição entre a queda dos casos graves por VSR e ao aumento das ocorrências graves por rinovírus. A queda dos casos de SRAG nas demais faixas etárias é atribuída especialmente à diminuição das hospitalizações por influenza.

Estados e capitais

O aumento do número de casos de SRAG em Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Rio de Janeiro concentra-se principalmente nas crianças e adolescentes de 2 a 14 anos e está associado principalmente ao rinovírus. No Mato Grosso, o aumento ocorre entre crianças e adolescentes de 5 a 14 anos e idosos a partir dos 65 anos, possivelmente associado à influenza B.

No Rio de Janeiro, o metapneumovírus também tem contribuído, em menor escala, para o aumento de SRAG nas crianças e adolescentes. A atualização aponta ainda que três estados também apresentam incidência de SRAG em níveis de alerta, risco ou alto risco, porém sem sinal de crescimento na tendência de longo prazo. São eles Rio Grande do Sul, Roraima e Santa Catarina.

Em Roraima, há sinal de interrupção do crescimento dos casos de SRAG por VSR, embora os casos ainda permaneçam em patamar elevado. Na Bahia, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Paraná, Piauí, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, os casos de SRAG por VSR continuam em queda, mas permanecem levemente elevados para esta época do ano. Nos demais estados, o período de sazonalidade do VSR já se encerrou.  Já os casos de SRAG por influenza B continuam aumentando na Bahia, Mato Grosso e Ceará.

O InfoGripe aponta também um início ou manutenção do aumento das hospitalizações por metapneumovírus em toda a Região Sul, em alguns estados das regiões Sudeste (Rio de Janeiro e São Paulo) e Nordeste (Bahia, Paraíba, Alagoas e Sergipe), além de Roraima. Foi observado, ainda, aumento de casos de SRAG por rinovírus em diversos estados do país: Acre, Ceará, Goiás, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Pará, Paraná, Rio de Janeiro, Roraima, Rio Grande do Sul e Santa Catarina. Em relação à Covid-19 nos estados, há um leve aumento dos casos graves em Roraima. Nas demais UFs, as ocorrências de SRAG por Covid-19 estão em um patamar baixo de incidência.

Duas das 27 capitais apresentam nível de atividade de SRAG em alerta, risco ou alto risco (últimas duas semanas) com sinal de crescimento de SRAG na tendência de longo prazo (últimas seis semanas) até a Semana 35. São as cidades de Aracaju e Florianópolis. Em Aracaju o aumento de SRAG se concentra principalmente nas crianças e adolescentes de até 14 anos e, em Florianópolis, nas crianças menores de 2 anos. O InfoGripe aponta ainda que três capitais também apresentam incidência de SRAG em níveis de alerta, risco ou alto risco, porém sem sinal de crescimento na tendência de longo prazo: Boa Vista, Cuiabá e Porto Alegre.

Dados epidemiológicos

Nas quatro últimas semanas epidemiológicas, a proporção entre os casos positivos foi de 3,2% de influenza A, 6,6% de influenza B, 27,1% de vírus sincicial respiratório, 48,4% de rinovírus e 2,4% de Sars-CoV-2 (Covid-19). Entre os óbitos, a presença destes mesmos vírus entre os positivos e no mesmo recorte temporal foi de 12,7% de influenza A, 16,3% de influenza B, 21,7% de vírus sincicial respiratório, 32,5% de rinovírus e 6% de Sars-CoV-2 (Covid-19).

Referente ao ano epidemiológico 2026, já foram notificados 147.868 casos de SRAG, sendo 79.761 (53,9%) com resultado laboratorial positivo para algum vírus respiratório, 52.327 (35,4%) negativos, e ao menos 7.349 (5%) aguardando resultado laboratorial. Entre os casos positivos do ano corrente, observou-se 17,2% de influenza A, 5,5% de influenza B, 41,4% de vírus sincicial respiratório, 31% de rinovírus e 3,8% de Sars-CoV-2 (Covid 19). Nas quatro últimas semanas epidemiológicas, a prevalência entre os casos positivos foi de 3,2% de influenza A, 6,6% de influenza B, 27,1% de vírus sincicial respiratório, 48,4% de rinovírus e 2,4% de Sars-CoV-2 (Covid-19).

Incidência e mortalidade

A incidência e mortalidade semanal média, nas últimas oito semanas epidemiológicas, mantêm o cenário típico de maior impacto nos extremos das faixas etárias analisadas. A incidência de SRAG apresenta impacto mais elevado nas crianças até 2 anos, em termos de mortalidade ocorre o inverso, com a população a partir de 65 anos sendo a mais impactada.

A incidência de SRAG é mais elevada nas crianças pequenas e está associada principalmente ao VSR e ao rinovírus. A mortalidade é maior entre os idosos, tendo como principal causa o vírus da influenza A, rinovírus e VSR. O VSR e o rinovírus se destacam como principais causas de mortalidade nas crianças pequenas. O estudo mostra que a incidência de SRAG por Covid-19 continua baixa em todas as faixas etárias.

Em relação aos óbitos de SRAG em 2026, já foram registrados 6.512 óbitos de SRAG, sendo 3.046 (46,8%) com resultado laboratorial positivo para algum vírus respiratório, 2.828 (43,4%) negativos, e cerca de (1,7%) aguardando resultado laboratorial.

Período eleitoral

Durante o período eleitoral (de 4 de julho até 25 de outubro), os conteúdos digitais publicados e disponibilizados pela Agência Fiocruz de Notícias (AFN) acompanham as orientações da Advocacia-Geral da União (AGU) e da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom). O documento esclarece que é permitida a divulgação de “conteúdo meramente informativo ou de serviço ao cidadão”.

Publicado em 10/09/2026 12:05

InfoGripe alerta para a manutenção da alta de casos de SRAG no paísInfoGripe alerta para a manutenção da alta de casos de SRAG no país

Divulgada nesta quinta-feira (25/6), a nova edição do Boletim InfoGripe da Fiocruz reforça o alerta para a manutenção da alta do número de casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) no país. Todas as unidades da Federação, com exceção de Rondônia, Piauí e Pernambuco, apresentam incidência de SRAG em nível de alerta, risco ou alto risco nas últimas duas semanas. Oito delas também sinalizam crescimento na tendência de longo prazo (últimas seis semanas) até a Semana Epidemiológica 24: Alagoas, Amapá, Espírito Santo, Mato Grosso do Sul, Paraná, Rio de Janeiro, Roraima e Santa Catarina. Esta alta de SRAG segue associada, principalmente, à maior circulação do vírus sincicial respiratório (VSR) e, em algumas regiões, também às influenzas A e B. Referente à Semana Epidemiológica 24, a atualização abrange o período de 14 a 20 de junho.

A pesquisadora Tatiana Portella, do Boletim InfoGripe, observa que, em relação à Covid-19, o número de casos de SRAG apresenta aumento em alguns estados, como Amazonas, Pará e Ceará, mas que, no entanto, esse crescimento ainda é lento e que os casos semanais permanecem em níveis baixos. Diante deste cenário, Portella chama a atenção para a importância de a população elegível manter a vacinação contra o vírus em dia.

“Lembrando que idosos e pessoas imunocomprometidas precisam tomar doses de reforço da vacina contra a Covid-19 a cada seis meses para ficarem adequadamente protegidos. A vacinação é a principal forma de proteção contra casos graves e óbitos causados pelos principais vírus respiratórios associados à Síndrome Respiratória Aguda Grave, como influenza, Covid-19 e vírus sincicial respiratório. Por isso, é fundamental que as pessoas dos grupos de risco e elegíveis estejam com a vacinação em dia”, ressaltou.

Além disso, recomendou a pesquisadora, é importante manter medidas de prevenção, como lavar sempre as mãos e utilizar máscara em postos de saúde e em locais fechados ou com maior aglomeração de pessoas. Caso apresente sintomas de gripe ou resfriado, o ideal é permanecer em isolamento. Se isso não for possível, a recomendação é sair de casa usando uma boa máscara, para reduzir o risco de transmissão do vírus para outras pessoas.
 


Estados e capitais

Os casos de SRAG por VSR continuam aumentado em toda a região Sul (PR, SC e RS), boa parte do Sudeste (RJ, MG e SP) e em alguns estados do Norte (AP, PA e RR), Nordeste (AL, CE, MA) e no Mato Grosso do Sul. Nos estados do Acre, Pará, Mato Grosso, Goiás, Distrito Federal, Paraíba, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Sergipe e Espírito Santo os casos de SRAG por VSR continuam altos, mas já mostram sinais de interrupção do crescimento ou queda.

As hospitalizações por influenza A seguem aumentando no Acre e em Roraima e, embora apresentem tendência de estabilização ou queda, permanecem em níveis elevados em Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná. Já os casos graves por Influenza B continuam aumentando em boa parte do Centro-Sul (GO, DF, MS, MG, SP, RJ, PR, RS e SC), além do Ceará e do Maranhão. Os casos de SRAG por Covid-19 seguem com sinal de crescimento em alguns estados do Norte (AM, CE e PA), mas o número semanal de casos ainda permanece baixo. As notificações de SRAG por Covid-19 permanecem com indícios de aumento em alguns estados da Região Norte (Amazonas e Pará), além do Ceará. No entanto, o número semanal de casos ainda permanece baixo.

Oito das 27 capitais apresentam nível de atividade de SRAG em alerta, risco ou alto risco, com sinal de crescimento na tendência de longo prazo até a semana epidemiológica 24: Boa Vista (Roraima), Curitiba (Paraná), Florianópolis (Santa Catarina), Macapá (Amapá), Porto Alegre (Rio Grande do Sul), Rio de Janeiro (Rio de Janeiro), São Luís (Maranhão) e Vitória (Espírito Santo).

Dados epidemiológicos

Nas quatro últimas semanas epidemiológicas, a proporção entre os casos positivos foi de 16,4% para influenza A, 7,9% para influenza B, 53,1% para vírus sincicial respiratório, 23,9% para rinovírus e 2% Covid-19 (Sars-CoV-2). Entre os óbitos, a presença desses mesmos vírus, considerando apenas os casos positivos e o mesmo período, foi de 38,3% para influenza A, 12,6% para influenza B, 20,9% para vírus sincicial respiratório, 21,6% para rinovírus e 7,5% para Covid-19 (Sars-CoV-2).

Em nível nacional, a análise verificou sinal de manutenção do crescimento dos casos de SRAG entre os idosos e desaceleração desse crescimento entre crianças menores de dois anos e pessoas de 15 a 49 anos. Entre crianças e adolescentes de dois a 14 anos, os casos estão em queda.

O cenário atual, em nível nacional, aponta estabilização ou oscilação nas tendências de longo e de curto prazo. No ano epidemiológico de 2026, já foram notificados 97.813 casos de SRAG, sendo 49.511 (50,6%) com resultado laboratorial positivo para algum vírus respiratório, 34.270 (35%) com resultado negativo e 7.771 (7,9%) ainda aguardando resultado laboratorial.

Incidência e mortalidade

A incidência e a mortalidade semanais médias, nas últimas oito semanas epidemiológicas, mantêm o padrão característico de maior impacto nos extremos das faixas etárias analisadas. A ocorrência de SRAG é mais elevada entre as crianças pequenas e está associada, principalmente, ao vírus sincicial respiratório. Já a mortalidade é maior entre os idosos, tendo como principal causa o vírus influenza A.

Em relação aos casos de SRAG por influenza A, a incidência tem apresentado maior impacto em crianças menores de 2 anos, enquanto a mortalidade é mais elevada na população com 65 anos ou mais. As ocorrências de SRAG por Covid-19 continuam baixas em todas as faixas etárias.

Divulgada nesta quinta-feira (25/6), a nova edição do Boletim InfoGripe da Fiocruz reforça o alerta para a manutenção da alta do número de casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) no país. Todas as unidades da Federação, com exceção de Rondônia, Piauí e Pernambuco, apresentam incidência de SRAG em nível de alerta, risco ou alto risco nas últimas duas semanas. Oito delas também sinalizam crescimento na tendência de longo prazo (últimas seis semanas) até a Semana Epidemiológica 24: Alagoas, Amapá, Espírito Santo, Mato Grosso do Sul, Paraná, Rio de Janeiro, Roraima e Santa Catarina. Esta alta de SRAG segue associada, principalmente, à maior circulação do vírus sincicial respiratório (VSR) e, em algumas regiões, também às influenzas A e B. Referente à Semana Epidemiológica 24, a atualização abrange o período de 14 a 20 de junho.

A pesquisadora Tatiana Portella, do Boletim InfoGripe, observa que, em relação à Covid-19, o número de casos de SRAG apresenta aumento em alguns estados, como Amazonas, Pará e Ceará, mas que, no entanto, esse crescimento ainda é lento e que os casos semanais permanecem em níveis baixos. Diante deste cenário, Portella chama a atenção para a importância de a população elegível manter a vacinação contra o vírus em dia.

“Lembrando que idosos e pessoas imunocomprometidas precisam tomar doses de reforço da vacina contra a Covid-19 a cada seis meses para ficarem adequadamente protegidos. A vacinação é a principal forma de proteção contra casos graves e óbitos causados pelos principais vírus respiratórios associados à Síndrome Respiratória Aguda Grave, como influenza, Covid-19 e vírus sincicial respiratório. Por isso, é fundamental que as pessoas dos grupos de risco e elegíveis estejam com a vacinação em dia”, ressaltou.

Além disso, recomendou a pesquisadora, é importante manter medidas de prevenção, como lavar sempre as mãos e utilizar máscara em postos de saúde e em locais fechados ou com maior aglomeração de pessoas. Caso apresente sintomas de gripe ou resfriado, o ideal é permanecer em isolamento. Se isso não for possível, a recomendação é sair de casa usando uma boa máscara, para reduzir o risco de transmissão do vírus para outras pessoas.
 


Estados e capitais

Os casos de SRAG por VSR continuam aumentado em toda a região Sul (PR, SC e RS), boa parte do Sudeste (RJ, MG e SP) e em alguns estados do Norte (AP, PA e RR), Nordeste (AL, CE, MA) e no Mato Grosso do Sul. Nos estados do Acre, Pará, Mato Grosso, Goiás, Distrito Federal, Paraíba, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Sergipe e Espírito Santo os casos de SRAG por VSR continuam altos, mas já mostram sinais de interrupção do crescimento ou queda.

As hospitalizações por influenza A seguem aumentando no Acre e em Roraima e, embora apresentem tendência de estabilização ou queda, permanecem em níveis elevados em Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná. Já os casos graves por Influenza B continuam aumentando em boa parte do Centro-Sul (GO, DF, MS, MG, SP, RJ, PR, RS e SC), além do Ceará e do Maranhão. Os casos de SRAG por Covid-19 seguem com sinal de crescimento em alguns estados do Norte (AM, CE e PA), mas o número semanal de casos ainda permanece baixo. As notificações de SRAG por Covid-19 permanecem com indícios de aumento em alguns estados da Região Norte (Amazonas e Pará), além do Ceará. No entanto, o número semanal de casos ainda permanece baixo.

Oito das 27 capitais apresentam nível de atividade de SRAG em alerta, risco ou alto risco, com sinal de crescimento na tendência de longo prazo até a semana epidemiológica 24: Boa Vista (Roraima), Curitiba (Paraná), Florianópolis (Santa Catarina), Macapá (Amapá), Porto Alegre (Rio Grande do Sul), Rio de Janeiro (Rio de Janeiro), São Luís (Maranhão) e Vitória (Espírito Santo).

Dados epidemiológicos

Nas quatro últimas semanas epidemiológicas, a proporção entre os casos positivos foi de 16,4% para influenza A, 7,9% para influenza B, 53,1% para vírus sincicial respiratório, 23,9% para rinovírus e 2% Covid-19 (Sars-CoV-2). Entre os óbitos, a presença desses mesmos vírus, considerando apenas os casos positivos e o mesmo período, foi de 38,3% para influenza A, 12,6% para influenza B, 20,9% para vírus sincicial respiratório, 21,6% para rinovírus e 7,5% para Covid-19 (Sars-CoV-2).

Em nível nacional, a análise verificou sinal de manutenção do crescimento dos casos de SRAG entre os idosos e desaceleração desse crescimento entre crianças menores de dois anos e pessoas de 15 a 49 anos. Entre crianças e adolescentes de dois a 14 anos, os casos estão em queda.

O cenário atual, em nível nacional, aponta estabilização ou oscilação nas tendências de longo e de curto prazo. No ano epidemiológico de 2026, já foram notificados 97.813 casos de SRAG, sendo 49.511 (50,6%) com resultado laboratorial positivo para algum vírus respiratório, 34.270 (35%) com resultado negativo e 7.771 (7,9%) ainda aguardando resultado laboratorial.

Incidência e mortalidade

A incidência e a mortalidade semanais médias, nas últimas oito semanas epidemiológicas, mantêm o padrão característico de maior impacto nos extremos das faixas etárias analisadas. A ocorrência de SRAG é mais elevada entre as crianças pequenas e está associada, principalmente, ao vírus sincicial respiratório. Já a mortalidade é maior entre os idosos, tendo como principal causa o vírus influenza A.

Em relação aos casos de SRAG por influenza A, a incidência tem apresentado maior impacto em crianças menores de 2 anos, enquanto a mortalidade é mais elevada na população com 65 anos ou mais. As ocorrências de SRAG por Covid-19 continuam baixas em todas as faixas etárias.

Publicado em 25/06/2026 10:52 Regina Castro (Agência Fiocruz de Notícias)

InfoGripe: número de casos de SRAG volta a aumentar entre jovens, adultos e idosos

Divulgado nesta quinta-feira (18/6), o novo Boletim InfoGripe da Fiocruz destaca que o número de casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), que já apresentava crescimento em todo o país nas últimas semanas, voltou a aumentar na população de jovens, adultos e idosos. Este cenário é impulsionado pelo aumento das hospitalizações por vírus sincicial respiratório (VSR) nas crianças pequenas e das hospitalizações pelos vírus da influenza A e B na população de jovens, adultos e idosos.

Em nível nacional, observa-se desaceleração do crescimento do número de casos de SRAG nas crianças até 4 anos e queda dos casos graves nas crianças e adolescentes de 5 a 14 anos. Referente à Semana Epidemiológica 23, a atualização abrange o período de 7 a 13 de junho.

A pesquisadora Tatiana Portella, do Boletim InfoGripe e do Programa de Computação Científica da Fiocruz, reforça que o importante é que a vacina contra a influenza protege contra os vírus da influenza A e B. Por isso, afirma Portella, é fundamental que as pessoas dos grupos de maior risco, como crianças, idosos e pessoas com comorbidades, estejam vacinadas. A cientista enfatiza ainda que também é essencial que gestantes, a partir da 28ª semana de gestação, se vacinem contra o vírus sincicial respiratório para proteger seus bebês contra o vírus.

Além disso, diante do leve aumento da Covid-19 em alguns estados, Portella orienta que é importante que a população de risco, como idosos e imunocomprometidos, esteja em dia com as doses de reforço da vacina contra a Covid-19. “No mais, recomendamos alguns cuidados adicionais, como usar máscaras em locais fechados e com maior aglomeração de pessoas e dentro de unidades de saúde; fazer isolamento em caso de sintomas de gripe ou resfriado; ou, quando o isolamento não for possível, sair de casa usando uma boa máscara para evitar transmitir o vírus para outras pessoas”.

Estados e capitais

A análise mostra que 14 das 27 unidades federativas apresentam incidência de SRAG em nível de alerta, risco ou alto risco (últimas duas semanas), com sinal de crescimento na tendência de longo prazo (últimas seis semanas) até a Semana 23: Acre, Alagoas, Amapá, Goiás, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná, Pará, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, Roraima, Santa Catarina e São Paulo.

Além disso, 9 unidades também apresentam incidência de SRAG em níveis de alerta, risco ou alto risco, porém sem sinal de crescimento na tendência de longo prazo: Amazonas, Bahia, Ceará, Distrito Federal, Espírito Santo, Mato Grosso, Paraíba, Rio Grande do Norte e Sergipe.

Os casos de SRAG por vírus sincicial respiratório (VSR) continuam aumentando na maioria dos estados das regiões Nordeste (Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Rio Grande do Norte) e Sul (Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul) e em alguns estados do Norte (Amapá e Roraima) e Sudeste (Rio de Janeiro e São Paulo). Em toda a Região Centro-Oeste, além dos estados do Acre, Pará, Paraíba, Pernambuco, Espírito Santo e Minas Gerais, os casos de SRAG por VSR continuam altos, mas já mostram sinais de interrupção do crescimento ou queda.

Na atualização observa-se que 11 das 27 capitais apresentam nível de atividade de SRAG em alerta, risco ou alto risco (últimas duas semanas) com sinal de crescimento de SRAG na tendência de longo prazo (últimas 6 semanas) até a semana 23: Belém (PA), Belo Horizonte (MG), Boa Vista (RR), Campo Grande (MS), Curitiba (PR), Florianópolis (SC), Macapá (AP), Porto Alegre (RS), Rio Branco (AC), São Luís (MA) e Vitória (ES).

Além disso, 12 capitais também apresentam incidência de SRAG em níveis de alerta, risco ou alto risco, porém sem sinal de crescimento na tendência de longo prazo: Aracaju (SE), Brasília (DF), Cuiabá (MT), Goiânia (GO), João Pessoa (PB), Maceió (AL), Manaus (AM), Natal (RN), Palmas (NA), Rio De Janeiro (RJ), Salvador (BA) e São Paulo (SP).

A tendência de queda dos casos de SRAG na capital de São Paulo é puxada pela diminuição dos casos de SRAG nas crianças pequenas, associados ao VSR. Contudo, os casos de SRAG nos jovens, adultos e idosos continuam aumentando na capital paulista, provavelmente relacionado ao aumento das hospitalizações por influenza.

Dados epidemiológicos

Nas quatro últimas semanas epidemiológicas, a proporção entre os casos positivos foi de 19,1% de influenza A, 7,1% de influenza B, 51,4% de vírus sincicial respiratório, 23,9% de rinovírus e 2,2% de Sars-CoV-2 (Covid-19). Entre os óbitos, a presença destes mesmos vírus entre os positivos e no mesmo recorte temporal foi de 43,7% de influenza A, 10,5% de influenza B, 16,9% de vírus sincicial respiratório, 20,4% de rinovírus e 7,2% de Sars-CoV-2 (Covid-19).

Referente ao ano epidemiológico 2026, já foram notificados 89.725 casos de SRAG, sendo 44.485 (49,6%) com resultado laboratorial positivo para algum vírus respiratório, 31.637 (35,3%) negativos e ao menos 7.740 (8,6%) aguardando resultado laboratorial. Dados de positividade para semanas recentes estão sujeitos a grandes alterações em atualizações seguintes, por conta do fluxo de notificação de casos e inserção do resultado laboratorial associado.

Entre os casos positivos do ano corrente, observou-se 23,6% de influenza A, 3,5% de influenza B, 35% de vírus sincicial respiratório, 31,8% de rinovírus e 5,4% de Sars-CoV-2 (Covid-19). Nas quatro últimas semanas epidemiológicas, a prevalência entre os casos positivos foi de 19,1% de influenza A, 7,1% de influenza B, 51,4% de vírus sincicial respiratório, 23,9% de rinovírus e 2,2% de Sars-CoV-2 (Covid-19).

Incidência e mortalidade

A incidência e a mortalidade semanais médias, nas últimas oito semanas epidemiológicas, mantêm o padrão característico de maior impacto nos extremos das faixas etárias analisadas. A incidência de SRAG é mais elevada nas crianças pequenas e está associada principalmente ao VSR. Já a mortalidade é maior entre os idosos, tendo como principal causa o vírus da influenza A. 
Em relação aos casos de SRAG por influenza A, a incidência tem apresentado maior impacto nas crianças menores de 2 anos, enquanto a mortalidade tem maior impacto na população a partir de 65 anos de idade. A incidência de SRAG por Covid-19 continua baixa em todas as faixas etárias.

Referente aos óbitos de SRAG em 2026, foram registrados 3.842 óbitos de SRAG, sendo 1.772 (46,1%) com resultado laboratorial positivo para algum vírus respiratório, 1.679 (43,7%) negativos e ao menos 82 (2,1%) aguardando resultado laboratorial. Dentre os óbitos positivos do ano corrente, observou-se 41,7% de influenza A, 5,8% de influenza B, 9,6% de vírus sincicial respiratório, 20,4% de rinovírus e 20,1% de Sars-CoV-2 (Covid-19). Nas 4 últimas semanas epidemiológicas, a prevalência entre os óbitos positivos foi de 43,7% de influenza A, 10,5% de influenza B, 16,9% de vírus sincicial respiratório, 20,4% de rinovírus e 7,2% de Sars-CoV-2 (Covid-19).

O Boletim InfoGripe é uma estratégia do Sistema Único de Saúde (SUS) voltada ao monitoramento de casos de SRAG no país. A iniciativa oferece suporte às vigilâncias em saúde na identificação de locais prioritários para ações, preparações e resposta a eventos em saúde pública.

Publicado em 18/06/2026 10:36 Regina Castro (Agência Fiocruz de Notícias)