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Líder indígena Raoni tem melhora do quadro de saúde

Equipe médica avalia transferência para São Paulo

O líder indígena Raoni Metuktire, de 94 anos de idade, permanece internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital e Maternidade Dois Pinheiros, em Sinop, no Mato Grosso, apresentando melhora progressiva de seu quadro de saúde. 

Diante disso, a equipe médica avalia a possibilidade de transferência de Raoni para o Hospital São Paulo, hospital universitário da Escola Paulista de Medicina, na capital paulista.

Segundo o boletim médico divulgado nesta quinta-feira (18), nas últimas 24 horas houve melhora progressiva dos parâmetros clínicos, das funções intestinais e renais. O cacique segue recebendo suporte nutricional por meio de nutrição parenteral.

“O paciente mantém-se lúcido, consciente e orientado, respirando espontaneamente, sem necessidade de suporte ventilatório mecânico. Encontra-se hemodinamicamente estável, com boa saturação de oxigênio e sob monitoramento contínuo da equipe multiprofissional”, informa o boletim.

Flávia Albuquerque – Repórter da Agência Brasil Publicado em 18/06/2026 – 15:02 São Paulo

Projeto Mais Médicos Especialistas recebe 50 profissionais no Rio

Meta é reduzir tempo de espera da população a consultas no SUS

O estado do Rio de Janeiro recebeu nesta quarta-feira (10) 50 profissionais do Projeto Mais Médicos Especialistas. A ação integra o Programa Agora Tem Especialistas que visa reduzir o tempo de espera da população a consultas, exames e cirurgias especializadas no Sistema Único de Saúde (SUS).

Com os 18 médicos que começaram no ano passado, o estado soma 68 profissionais oriundos do Mais Médicos Especialistas. Eles atuarão nos municípios fluminenses reforçando a assistência especializada e a capacidade de atendimento da rede pública de saúde no estado.

A coordenadora-geral de Formação e Inovação para o Provimento Profissional do Ministério da Saúde, Thais Maranhão, explica que o programa buscar aprimorar médicos que já são especialistas para poderem se atualizar, desenvolver outras habilidades. O médico faz um atendimento de 16 horas para a população do SUS e quatro horas de formação da sua área.

“Em primeiro lugar, os gestores veem onde estão os gargalos e as filas, e eles nos apontam os serviços que eles têm mais necessidade. A gente faz um edital de chamamento público para os médicos. Eles participam de um processo de seleção em que eles dizem para onde querem ir. Há um deslocamento de médicos entre estados”, disse Thais.

No Brasil, o Projeto Mais Médicos Especialistas tem 1501 profissionais e a perspectiva é chegar até o final do ano em 2 mil médicos.

O secretário estadual de Saúde, Ronaldo Damião, disse que o Rio ainda vive as sequelas da pandemia de covid-19 em 2020 e 2021, em que milhares de cirurgias deixaram ser feitas por causa ocupação dos hospitais naquela ocasião.

“As filas e o tempo de espera aumentaram. Essa proposta visa reduzir o tempo de espera principalmente na alta complexidade. Especialistas em áreas cruciais como oncologia, cirurgia cardiovascular, radioterapia puderam se apresentar. Hospital Universitário Pedro Ernesto, Hospital Universitário da UFRJ, da UFF, da UniRio têm a possibilidade de ajudar bastante. O gargalo maior é na cidade do Rio e na região metropolitana”, disse o secretário.

A ginecologista Lorena Rodrigues Nascimento, de 30 anos, de Juiz de Fora optou pela cidade de Maricá, no Rio, por ser mais pacata e bonita. Ela começou a atuar em abril em um centro de diagnóstico de atenção secundária onde ela faz o exame de colposcopia que analisa o colo do útero, a vagina e a vulva usando um aparelho com lente de aumento feito após o exame preventivo.

“Eu tive uma experiência muito marcante com um familiar no SUS. Depois desse dia, eu decidi que queria trabalhar no SUS novamente e me sinto muito grata. É uma oportunidade de devolver um pouco da minha formação ao SUS”, afirmou a médica.

Ana Cristina Campos – Repórter da Agência Brasil
Publicado em 10/06/2026 – 15:12
Rio de Janeiro