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InfoGripe: casos de SRAG estão em queda no país

A mais nova edição do Boletim InfoGripe da Fiocruz aponta que os casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) estão em queda no cenário nacional, com oscilação na tendência de curto prazo e estabilização na tendência de longo prazo. No entanto, seis estados apresentaram, nas últimas duas semanas, incidência de SRAG em nível de alerta, risco ou alto risco, com sinais de crescimento: Maranhão, Pará, Sergipe, Mato Grosso do Sul, Goiás e Rio Grande do Sul. Outros quatro estados também registraram incidência de SRAG em níveis que exigem atenção, mas sem sinal de crescimento na tendência de longo prazo: Amazonas, Mato Grosso, Roraima e Santa Catarina. 

Divulgada nesta quinta-feira (17/9), a atualização é referente à Semana Epidemiológica (SE) 36, período de 6 a 12 de setembro. No agregado nacional, o aumento de SRAG concentra-se, sobretudo, na faixa etária de 2 a 14 anos e está associado principalmente ao rinovírus. No Rio Grande do Sul, o metapneumovírus também tem contribuído para esse aumento. O Boletim aponta ainda que o Vírus Sincicial Respiratório (VSR), o rinovírus e o metapneumovírus se destacam como principais causas de mortalidade em crianças pequenas.

Pesquisadora do Programa de Computação Científica (Procc/Fiocruz) e Boletim InfoGripe, Tatiana Portella chama atenção que, mesmo com a baixa de casos de SRAG na maior parte do país, é importante que a população de risco verifique se está em dia com o calendário de vacinação. “Idosos e imunocomprometidos precisam tomar doses de reforço da vacina contra a Covid-19 a cada seis meses, enquanto os demais grupos prioritários devem tomar doses de reforço uma vez ao ano. Também é essencial que todas as gestantes tomem a vacina contra o VSR a partir da 28 semana de gestação”, ressalta.

Estados e capitais

Gráficos do InfoGripe.

O Boletim também indica que o período de sazonalidade do VSR já se encerrou ou que os casos graves estão em queda. No entanto, os estados de Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul apresentaram níveis baixos de incidência. 

Em relação à Covid-19, há um leve aumento dos casos graves em São Paulo. Nas demais unidades federativas, os casos de SRAG por Covid-19 estão em um patamar baixo de incidência. 

“Nos estados onde ainda há um aumento de SRAG, é importante que a população também tome alguns cuidados extras, como evitar ter contato próximo com pessoas que estão com sintomas de gripe ou resfriado, lavar as mãos com frequência, e manter uma etiqueta respiratória, como cobrir a boca ou nariz com o braço ou lenço de papel ao tossir ou espirrar”, destaca Portella. “Pessoas que já estão com sintomas de gripe ou resfriado: o ideal é ficar em casa em isolamento, mas, se não for possível, o recomendado é sair de casa usando uma boa máscara”. 

Duas das 27 capitais, Belém (PA) e Florianópolis (SC), apresentaram nível de atividade de SRAG em alerta, risco ou alto risco, com sinal de crescimento de SRAG até a SE 36.

Dados epidemiológicos

Nas últimas quatro semanas epidemiológicas, a proporção entre os casos positivos foi 52,4% para rinovírus; 22,2% para VSR; 5,9% para influenza B; 3,9% para influenza A; e 2,8% para Sars-CoV-2 (Covid-19).

Em 2026, já foram notificados 151.165 casos de SRAG, sendo 81.572 (54%) com resultado laboratorial positivo para algum vírus respiratório, 53.771 (35,6%) negativos e cerca de 7.255 (4,8%) aguardando resultado laboratorial. Dentre os casos positivos do ano corrente, observou-se 41,1% para VSR; 31,4% para rinovírus; 17% para influenza A; 5,5% para influenza B; e 3,8% para Sars-CoV-2 (Covid-19).

Incidência e mortalidade

Em 2026, já foram registrados 6.663 óbitos por SRAG, sendo 3.112 (46,7%) com resultado laboratorial positivo para algum vírus respiratório, 2.904 (43,6%) negativos e ao menos 112 (1,7%) aguardando resultado laboratorial. Verificou-se que, no ano, 35,4% das mortes foram por influenza A; 22,9% por rinovírus; 16,2% por VSR; 14% por Sars-CoV-2 (Covid-19); e 9,3% por influenza B. 

A incidência e mortalidade semanal média, nas últimas oito semanas epidemiológicas, mantêm o cenário típico de maior impacto nos extremos das faixas etárias analisadas. Enquanto a incidência de SRAG apresenta impacto mais elevado nas crianças menores de 2 anos, em termos de mortalidade, ocorre o inverso, com a população a partir de 65 anos sendo a mais impactada. 

Nas quatro últimas semanas epidemiológicas, a prevalência entre os óbitos com resultado laboratorial positivo para algum vírus respiratório foi de 28,9% por rinovírus; , 26,8% por VSR; 14,8% por influenza B; 12% por influenza A; e 5,6% por Sars-CoV-2 (Covid-19).

Período eleitoral

Durante o período eleitoral (de 4 de julho até 25 de outubro), os conteúdos digitais publicados e disponibilizados pela Agência Fiocruz de Notícias (AFN) acompanham as orientações da Advocacia-Geral da União (AGU) e da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom). O documento esclarece que é permitida a divulgação de “conteúdo meramente informativo ou de serviço ao cidadão”.

Publicado em 17/09/2026 11:16

InfoGripe: Acre e Amazonas têm aumento de hospitalizações por influenza A

A nova edição do Boletim InfoGripe da Fiocruz, divulgada nesta quinta-feira (22/1), sinaliza que os estados do Acre e do Amazonas continuam com incidência de Síndrome Respiratório Aguda (SRAG) em nível de risco e com sinal de crescimento na tendência de longo prazo. O aumento acelerado de casos de SRAG nesses estados vem sendo impulsionado principalmente pela influenza A, que tem levado ao crescimento do número de hospitalizações tanto em crianças pequenas, quanto em jovens, adultos e idosos.

No cenário nacional há sinalização de queda de casos de SRAG nas tendências de longo prazo (últimas seis semanas) e de curto prazo (últimas três semanas). A análise é referente à Semana epidemiológica 2, período de 11 a 17 de janeiro. Nas quatro últimas semanas epidemiológicas, a prevalência no país entre os casos positivos foi de 20,5% de influenza A, 2,6% de influenza B, 8,5% de vírus sincicial respiratório, 33,2% de rinovírus e 19,3% de Sars-CoV-2 (Covid-19). Entre os óbitos, a presença destes mesmos vírus entre os positivos e no mesmo recorte temporal foi de 29,4% de influenza A, 3,2% de influenza B, 4,8% de vírus sincicial respiratório, 19% de rinovírus e 32,5% de Sars-CoV-2 (Covid-19). A análise é referente à Semana Epidemiológica 2, período de 11 a 17 de janeiro.

A pesquisadora do Programa de Computação Científica da Fiocruz e do InfoGripe, Tatiana Portella, recomenda que a população do Amazonas e Acre adote medidas de proteção, tais como o uso de máscaras em postos de saúde, e em locais fechados com maior aglomeração de pessoas. “É fundamental que as pessoas do grupo prioritário, a exemplo das crianças, idosos, indígenas e pessoas que apresentam comorbidade tome a vacina o quanto antes, que já começou na Região Norte”, reforçou Portella.

Estados e capitais

No Ceará, em Pernambuco e em Sergipe, as hospitalizações por influenza A seguem apresentando sinal de interrupção do crescimento ou início de queda. Na Paraíba também se observa um leve sinal de aumento das hospitalizações por VSR, porém ainda sem refletir crescimento de casos de SRAG nas crianças pequenas. Apenas 3 das 27 capitais apresentam nível de atividade de SRAG em alerta, risco ou alto risco (últimas duas semanas) com sinal de crescimento de SRAG na tendência de longo prazo (últimas seis semanas) até a Semana 2: Manaus (AM), Cuiabá (MT) e São Luís (MA).

Incidência e mortalidade

Em nível nacional, observa-se uma tendência de estabilidade ou leve queda dos casos de SRAG em todas as faixas etárias. Os dados referentes aos resultados laboratoriais por faixa etária mostram que a redução ou estabilidade do número de novos casos de SRAG nas diferentes faixas etárias se deve à baixa atividade de diversos vírus respiratórios. A exceção é a Influenza A, que, apesar da baixa circulação na maioria dos estados, tem impulsionado o aumento de SRAG no AC e AM.

A incidência e a mortalidade semanais médias, nas últimas oito semanas epidemiológicas, mantêm o padrão característico de maior impacto nos extremos das faixas etárias analisadas. A incidência de SRAG é mais elevada entre as crianças pequenas, enquanto a mortalidade se concentra principalmente nos idosos. A incidência de SRAG por SARS-CoV-2 e influenza A é maior entre crianças pequenas e idosos, enquanto a mortalidade tem maior impacto entre os idosos. Em relação aos demais vírus com circulação relevante no país, o impacto nos casos de SRAG tem se concentrado entre as crianças pequenas e está associado principalmente ao rinovírus e ao metapneumovírus.

Dados epidemiológicos

Referente ao ano epidemiológico de 2026, já foram notificados 1.765 casos de SRAG, 399 (22,6%) com resultado laboratorial positivo para algum vírus respiratório, 611 (34,6%) negativos e ao menos 615 (34,8%) aguardando resultado. Dados de positividade para semanas recentes estão sujeitos a grandes alterações em atualizações seguintes por conta do fluxo de notificação de casos e inserção do resultado laboratorial associado.

O Boletim InfoGripe é uma estratégia do Sistema Único de Saúde (SUS) voltada ao monitoramento de casos de SRAG no país. A iniciativa oferece suporte às vigilâncias em saúde na identificação de locais prioritários para ações, preparações e resposta a eventos em saúde pública.

Publicado em 22/01/2026 11:50 Regina Castro (Agência Fiocruz de Notícias)