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Brasil e México avançam na cooperação em saúde

Em agenda internacional na Cidade do México, uma comitiva brasileira visitou (22/9) a empresa mexicana Birmex, como parte de uma cooperação bilateral firmada entre os dois países para ampliar a produção de vacinas com tecnologia de RNA mensageiro (mRNA). A visita foi liderada pelo ministro da Saúde do Brasil, Alexandre Padilha. A parceria entre as agências reguladoras do Brasil e México, e o intercâmbio de experiências sobre o Sistema Único de Saúde (SUS) brasileiro também estiveram entre os temas tratados durante a visita da comitiva brasileira ao México, iniciada na segunda-feira (21). 

A Fiocruz e a Birmex estabeleceram, em agosto de 2025, um Memorando de Entendimento (MdE) que prevê o desenvolvimento de pesquisas e trocas de conhecimentos e tecnologias, ampliando a autonomia dos dois países de fabricar seus próprios imunizantes. 

Selecionada pela Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) / Organização Mundial da Saúde (OMS), a Fiocruz se tornou um centro de referência na América Latina para o desenvolvimento e produção de vacinas com tecnologia de RNA mensageiro (mRNA). O desenvolvimento de uma plataforma de mRNA na Fundação resultou em uma vacina candidata contra a Covid-19, autorizada pela Agência Nacional de Vigilância em Saúde (Anvisa) para iniciar estudos clínicos como dose de reforço. O imunizante foi o primeiro com tecnologia mRNA totalmente desenvolvido no país. Já estão em andamento estudos para produção de outras vacinas, para leishmaniose e turberculose, na plataforma mRNA da Fiocruz, cuja planta piloto é a primeira da América Latina com certificação de Boas Práticas de Fabricação.

O RNA mensageiro é uma tecnologia que orienta as células do organismo a produzir uma proteína capaz de estimular a defesa contra uma doença. A mesma tecnologia pode ser adaptada para diferentes vacinas, o que amplia as possibilidades de desenvolvimento de novos imunizantes.

Acordo bilateral

A cooperação bilateral faz parte das seis áreas prioritárias definidas no memorando de saúde firmado entre Brasil e México em abril de 2026, em Brasília. O documento inclui as tecnologias de mRNA entre as prioridades para vacinas e imunobiológicos.

A experiência brasileira com o SUS também está entre os temas da missão. O México avança na construção de um sistema universal de saúde e tem interesse em conhecer a experiência brasileira. Com cerca de 133 milhões de habitantes, o país trabalha para estruturar um sistema que, quando implantado, será o segundo maior sistema público de saúde do mundo, atrás do SUS.

Além disso, foi debatido ainda o aprofundamento do acordo entre a Anvisa e a Comissão Federal para a Proteção contra Riscos Sanitários (Cofepris), que prevê agilizar o registro de medicamentos no México a partir das avaliações realizadas pela agência brasileira.

Período eleitoral

Durante o período eleitoral (de 4 de julho até 25 de outubro), os conteúdos digitais publicados e disponibilizados pela Agência Fiocruz de Notícias (AFN) acompanham as orientações da Advocacia-Geral da União (AGU) e da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom). O documento esclarece que é permitida a divulgação de “conteúdo meramente informativo ou de serviço ao cidadão”.

Publicado em 23/09/2026 11:36

Fiocruz recebe delegação da Alemanha para ampliar cooperação em saúde

A Fiocruz recebeu, nesta segunda-feira (8/6), uma delegação alemã com representantes da Câmara de Comércio e Indústria Brasil-Alemanha (AHK) e do governo de Berlim, liderada pela senadora de Assuntos Econômicos, Energia e Empresas Públicas e prefeita da cidade, Franziska Giffey. A visita teve como objetivo ampliar a cooperação em saúde nas áreas de pesquisa e inovação, além do desenvolvimento econômico e do fortalecimento de parcerias estratégicas entre Brasil e Alemanha.

Comitiva da Alemanha visita a Fiocruz para ampliar cooperação em saúde (foto: Pedro Linger)

Recebida pelo presidente da Fiocruz, Mário Moreira, a comitiva participou de reunião sobre temas como insumos estratégicos, terapias avançadas, vigilância epidemiológica, mudanças climáticas e seus impactos na saúde pública. Além disso, foram debatidas oportunidades de cooperação científica entre instituições brasileiras e alemãs nos campos da biotecnologia, da saúde global e da bioeconomia. 

Giffey destacou o interesse da delegação em conhecer mais profundamente a experiência brasileira em saúde pública, pesquisa e inovação. “Estamos muito interessados nas pesquisas em infectologia e biotecnologia desenvolvidas pela Fiocruz”, afirmou a prefeita. “Queremos saber como vocês enfrentam desafios em saúde que podem ser os nossos também”. 

Segundo a dirigente alemã, a visita representa uma oportunidade para ampliar a cooperação entre as instituições dos dois países. “Queremos fortalecer nossas relações e cooperações na pesquisa, no desenvolvimento, na infraestrutura e também na área econômica”, acrescentou ela.

SUS e o papel estratégico da Fiocruz na saúde brasileira

O encontro foi conduzido pela vice-presidente de Saúde Global e Relações Internacionais da Fiocruz, Maria de Lourdes de Oliveira. Também representaram a Fundação o vice-presidente adjunto de Produção e Inovação em Saúde, Marco Nascimento; o vice-presidente adjunto de Saúde Global e Relações Internacionais, Marcello Pelajo; além dos assessores Ramon Lemos Calaça das Neves e Luana Bermudez. A comitiva também foi composta  por representantes do Consulado-Geral da Alemanha no Rio de Janeiro, da Charité – Universitätsmedizin Berlin, da IHK Berlin, da Berlin Partner e da AHK Rio.

Durante o encontro, vice-presidente Maria de Lourdes de Oliveira apresentou a estrutura da Fiocruz e seu papel estratégico no fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS), destacando a abrangência e o caráter universal da assistência pública no país. “Nós temos muito orgulho do SUS. É um sistema que funciona de forma fantástica e, mesmo com desafios, garante o direito à saúde para todos que estão em território nacional”, afirmou Oliveira.

Ela também ressaltou os desafios relacionados ao financiamento e à sustentabilidade de um sistema público de saúde de grande escala, além das diferenças de acesso entre os setores público e privado. Oliveira ainda abordou o acesso público à medicamentos e como isso se relaciona com os sistemas de patentes. Para finalizar, enfatizou o papel estratégico da Fiocruz no desenvolvimento social e na soberania sanitária nacional, além de sua atuação em diversas estruturas da saúde global.

Coalizão Global

O vice-presidente adjunto Marco Nascimento destacou a importância da Coalizão Global para Produção Local e Regional, Inovação e Acesso Equitativo, iniciativa liderada pelo Ministério da Saúde do Brasil no âmbito do G20, da qual a Fiocruz atua como Secretaria Executiva. “O Brasil oferece sua experiência para ajudar a construir um cenário global de saúde mais equitativo, baseado na cooperação entre os países e no acesso a vacinas, diagnósticos e tratamentos”, afirmou Nascimento.

A Alemanha integra a Coalizão como membro fundador e também participa de seu comitê consultivo, reforçando o potencial de convergência entre os dois países em agendas voltadas à inovação, produção local de tecnologias em saúde e à redução das desigualdades no acesso a produtos e serviços essenciais.

Publicado em 10/06/2026 14:12 Diego Franco (VPSGRI/Fiocruz)