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Força Nacional do SUS reforça assistência após chuvas intensas na Paraíba

Equipes atuaram no apoio à saúde mental, organização da rede assistencial e monitoramento de municípios afetados pelas enchentes e alagamentos no estado

As fortes chuvas que atingiram a Paraíba nos últimos dias causaram impactos severos nos municípios de Bayeux, Rio Tinto, Mamanguape, Sapé, Ingá, João Pessoa e Cabedelo. Diante da situação, o Ministério da Saúde enviou, no dia 11 de maio, seis profissionais da Força Nacional do SUS (FN-SUS) para apoiar a organização da rede assistencial e a gestão local.

“A Força Nacional do SUS está presente onde a população mais precisa, apoiando estados e municípios na proteção da vida e na organização da resposta em saúde. O Governo do Brasil tem mantido uma atuação permanente e solidária nas emergências em saúde pública em todo o país. Nenhum estado e nenhum município ficam para trás diante de uma situação assim. Trabalhamos de forma integrada, técnica e humanizada, para garantir cuidado às pessoas afetadas”, afirmou o diretor da FN-SUS, Rodrigo Stabeli.

As equipes realizaram o acompanhamento da saúde mental dos moradores dos municípios de Santa Rita, Rio Tinto, Conde e Mulungu, além do mapeamento e contato com lideranças de povos indígenas e comunidades tradicionais afetadas pelas chuvas. Os profissionais também atuaram no diagnóstico logístico e de segurança para eventual acionamento de missão.

Os profissionais de saúde avaliaram, em campo, se a magnitude do desastre ultrapassava a capacidade de resposta dos municípios afetados e se a rede local de saúde conseguiria absorver os impactos provocados pelas chuvas. Os gestores e profissionais de saúde do estado receberam orientações dos agentes, distribuídos nos seguintes eixos de atuação:

  • Saúde Mental e Apoio Psicossocial: uma psicóloga, responsável pela gestão da missão, e um psiquiatra com especialização em pediatria e neurodesenvolvimento;
  • Assistência à Saúde: um médico e uma enfermeira;
  • Comunicação de Risco e Engajamento Comunitário: uma psicóloga;
  • Logística: um enfermeiro.

Monitoramento e orientações da Força Nacional do SUS

Desde a emissão dos primeiros alertas das chuvas no Nordeste, a FNSUS manteve monitoramento contínuo e sistemático dos eventos, articulado com gestores estaduais e municipais de saúde, Defesa Civil e demais órgãos do Sistema Nacional de Proteção e Defesa Civil. Uma Equipe de Resposta Rápida permaneceu de sobreaviso.

O Ministério da Saúde apoiou a gestão local na implementação de Sala de Situação, na elaboração de matriz de responsabilidades e na construção de planos de ação voltados à saúde, à saúde mental e à comunicação de risco para as comunidades afetadas.

Além disso, serão realizados encontros formativos on-line com a Secretaria de Estado da Saúde da Paraíba e 32 municípios selecionados, bem como o monitoramento contínuo da situação.

Publicado em 18/05/2026 13h15

Camila Marques
Ministério da Saúde

Categoria Saúde e Vigilância Sanitária

Com nova rodada, carretas do Agora Tem Especialistas atingem a marca de 1.700 municípios atendidos no país

Unidades móveis do Ministério da Saúde ampliam a oferta de atendimento e reduzem o tempo de espera por exames em áreas como saúde da mulher e oftalmologia

As carretas de saúde da mulher, exames de imagem e oftalmologia do programa Agora Tem Especialistas já atenderam pacientes de mais de 1.700 municípios brasileiros em seis meses. Com mais de 36,3 mil km rodados em todos os cantos do país, quase uma volta completa na Terra, as 71 unidades móveis em ação ampliam a oferta de atendimento especializado e reduzem o tempo de espera da população.

Em uma nova rodada de deslocamentos desde a última sexta-feira (30/4), mais nove cidades passam a receber os atendimentos das carretas, com foco em cuidados preventivos, no diagnóstico precoce de câncer de mama e de colo de útero, na realização de procedimentos oftalmológicos e de exames de imagem essenciais para a definição de condutas médicas.

As carretas de saúde da mulher estarão posicionadas em União dos Palmares (AL), Guajará (AM), Formosa (GO) e Volta Redonda (RJ). Em Parnarama (MA), São José da Lapa (MG), Complexo da Penha, no Rio de Janeiro (RJ) e Cachoeirinha (RS), a população terá atendimento em exames de imagem. Já Corrente (PI) receberá a unidade móvel de oftalmologia.

“É o SUS indo até onde o cidadão está para resolver gargalos históricos. Estamos levando especialistas e exames de alta complexidade diretamente para as regiões que mais precisam. Por onde as carretas passam, elas zeram filas e levam atendimento de qualidade para as pessoas. Com as unidades móveis do Agora Tem Especialistas, não levamos apenas o médico, mas a solução completa, com consulta, diagnóstico e encaminhamento para o tratamento, se necessário”, afirma o ministro Alexandre Padilha.

Ao todo, já foram atendidas 90 mil pessoas, com mais de 247,2 mil procedimentos realizados. Em oftalmologia, 17,7 mil pessoas recuperaram a visão após cirurgias de catarata.

Estrutura moderna e atendimento especializado

As unidades com atendimento em saúde da mulher contam com médico, enfermeiro e técnico de enfermagem, que estão prontos para ofertar consultas ginecológicas, mamografias, ultrassonografias pélvicas e transvaginais e até biópsias.

As carretas para exames de imagem também contam com atendimento multidisciplinar e realizam exames de apoio ao diagnóstico essenciais para a definição de tratamentos e encaminhamentos. Já nas unidades de atendimento em oftalmologia, além das cirurgias de catarata, as equipes estão aptas a realizar outros procedimentos, como mapeamento de retina e ultrassom ocular.

Podem receber o atendimento pacientes do SUS previamente agendados e encaminhados pelas Secretarias de Saúde locais. Isso porque o programa do Governo do Brasil foi criado para desafogar a demanda reprimida por serviços especializados, em apoio aos estados e municípios. Desde o início dos atendimentos, 29 municípios já zeraram a fila, um dos principais objetivos do programa Agora Tem Especialistas. Foto: Narley Resende/MS

Reforço no programa

O objetivo do Ministério da Saúde é fechar o ano com 150 unidades em pleno funcionamento, todas estruturadas com equipamentos, insumos e equipes multiprofissionais. Para reduzir o tempo de espera por atendimento especializado, o Agora Tem Especialistas também atua com mutirões em finais de semana; a reativação de espaços ociosos em hospitais públicos; a ampliação do horário de atendimento em policlínicas; o provimento de mais médicos especialistas; o atendimento gratuito a pacientes do SUS em hospitais privados e filantrópicos que têm como contrapartida o recebimento de créditos financeiros para abatimento de tributos federais; o transporte de pacientes que precisam de tratamento fora de seus municípios; entre outras iniciativas.

A iniciativa também realiza mutirões de exames e cirurgias – incluindo, em março deste ano, o maior mutirão voltado à saúde da mulher, com 230 mil atendimentos e mais de 200 hospitais envolvidos. Com o reforço do Agora Tem Especialistas, o SUS bateu recorde de cirurgias eletivas com a marca de 14,9 milhões de procedimentos em 2025, um aumento de 42% em relação a 2022, além da marca inédita de 1,3 milhão de exames e 14 milhões de internações. 

Saúde e Vigilância Sanitária

AGORA TEM ESPECIALISTAS

Ministério da Saúde inicia entrega de 3,3 mil veículos para transporte de pacientes do SUS em todo o país

Iniciativa inédita do ‘Agora Tem Especialistas – Caminhos da Saúde’ visa garantir acesso e continuidade do atendimento para quem vive a mais de 50 km dos serviços de saúde, incluindo pacientes em tratamento contra o câncer e hemodiálise. Investimento supera R$ 1,4 bilhão

O Ministério da Saúde vai garantir o transporte de pacientes do SUS que precisam ser atendidos longe de casa. Estados e municípios de todo o país começam a receber 3,3 mil veículos, entre vans, micro-ônibus e ambulâncias, para deslocamentos de mais de 50 km até os serviços de saúde. A iniciativa, parte do programa Agora Tem Especialistas – Caminhos da Saúde, visa ampliar o acesso da população a consultas, exames e cirurgias e a continuidade de tratamentos contra o câncer e hemodiálise. O investimento na compra dos veículos foi de R$ 1,4 bilhão e é executado pelo Novo PAC.

É a primeira vez que o Ministério da Saúde compra e oferta transporte sanitário diretamente a estados e municípios, enfrentando um dos principais obstáculos no acesso à saúde especializada: a distância entre o local de residência do paciente e os serviços de média e alta complexidade. Dos 3.300 veículos adquiridos, 1.824 serão entregues diretamente às prefeituras para usos em múltiplas finalidades, enquanto os outros 1.476 vão ser direcionados ao transporte de pacientes de radioterapia e hemodiálise.

Segundo o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, a iniciativa representa uma mudança concreta na vida destes brasileiros. No caso do tratamento de câncer, os pacientes do SUS em média precisam se deslocar mais de 140 km. “Muitas pessoas precisam acordar de madrugada, viajar por horas, passar o dia inteiro em tratamento e retornar apenas à noite, muitas vezes em condições precárias. Esse é o caminho do sofrimento que o governo do presidente Lula está transformando. Pelo Agora Tem Especialistas, o Caminhos da Saúde garante dignidade, segurança e qualidade no deslocamento até o atendimento”, afirma.

Confira a distribuição dos veículos por estado

Transporte para garantir acesso dos pacientes a atendimento

Os veículos destinados a atender pacientes da radioterapia e hemodiálise serão distribuídos pelos estados às macrorregiões contempladas, permitindo que gestores locais organizem rotas, fluxos e tipos de transporte de acordo com a realidade de cada território.

A destinação dos veículos do Agora Tem Especialistas – Caminhos da Saúde segue critérios técnicos que consideram as desigualdades no acesso à saúde e a organização regional do SUS. A previsão é que todas as macrorregiões de saúde do país sejam contempladas, com reforço para aquelas com maior número de casos de câncer e maior dependência do SUS.

Para o transporte de pacientes em radioterapia, a divisão leva em conta a oferta de serviços de aceleradores lineares e a necessidade de deslocamento. No caso da hemodiálise, os critérios consideram a distância até os serviços de terapia renal substitutiva. A definição do arranjo para uso dos veículos será pactuada entre o estado e seus municípios na respectiva Comissão Intergestores Bipartite (CIB). Foto: Rafael Nascimento/MS

Mais equipamentos e mais recursos para radioterapia no SUS

Além de garantir o transporte, o programa Agora Tem Especialistas também atua para otimizar o uso dos aceleradores lineares disponíveis no país. Cada equipamento tem capacidade para realizar cerca de 700 tratamentos por ano, mas muitos ainda operam abaixo desse potencial.

Para garantir que esses aceleradores atuem em sua capacidade máxima, o Ministério da Saúde estabeleceu incentivos para que os serviços ampliem o atendimento, em um total de R$ 906 milhões por ano. Com isso, cada unidade pode ganhar até 30% mais, dentro de uma nova forma de financiamento que supera de vez a antiga Tabela SUS.

Além disso, neste governo, foram adquiridos mais de 100 aceleradores lineares e já são quase 40 novos aparelhos entregues desde 2023, reforçando a capacidade de atendimento e garantindo mais rapidez no início do tratamento. Com mais equipamentos de ponta, o Ministério da Saúde fortalece os centros regionais de tratamento de câncer, garantindo também atendimento mais perto de casa.

Com essas medidas, somadas a expansão do diagnóstico, consultas e cirurgias, o Governo do Brasil, pelo Agora Tem Especialistas, realiza o maior acesso a assistência oncológica da história do SUS.

O programa visa expandir o atendimento especializado no país e reduzir o tempo de espera por consultas, exames e cirurgias em áreas prioritárias. A iniciativa prevê também a realização de mutirões – incluindo, em março deste ano, o maior mutirão voltado à saúde da mulher, com 230 mil atendimentos; a oferta de serviços pelas Carretas das Saúde, unidades móveis que já atenderam pacientes de mais de 1.700 municípios; e o atendimento de pacientes do SUS por hospitais privados a partir de créditos financeiros para quitar impostos com a União.

Entre os resultados o SUS bateu recorde de cirurgias em 2025, com um total de 14,9 milhões de procedimentos, 42% mais que em 2022. Também registrou recorde de exames (1,3 milhão) e de internações (14 milhões).

Gabriel Lisita
Ministério da Saúde

Governo do Brasil entrega pacote de saúde para a BA: ambulâncias, unidades odontológicas móveis e equipamentos beneficiarão 11 milhões de pessoas

Com investimento de R$ 146 milhões, entregas fortalecem o SUS em mais de 70 municípios baianos, com reforço na rede de urgência, na atenção primária e ampliação da saúde bucal

A saúde pública na Bahia deu mais um grande salto nesta segunda-feira (30) com novas entregas realizadas pelos ministros da Saúde, Alexandre Padilha, e da Casa Civil, Rui Costa. Os municípios baianos foram contemplados com 70 novas ambulâncias do SAMU 192, 26 unidades odontológicas móveis (UOM), além de 36 combos de equipamentos para as Unidades Básicas de Saúde (UBS) e outros 111 para saúde bucal. Também foram assinadas ordens de serviço para início das obras de 55 novas UBS e Centros de Atenção Psicossocial (CAPS). No total, são R$ 146,8 milhões em investimentos no SUS local.

“Seguimos juntos com o governo da Bahia para continuar entregando os melhores serviços e a melhor infraestrutura no SUS. Com as entregas de hoje do Novo PAC Saúde, 96% dos municípios baianos recebem algum equipamento para incremento do sistema de saúde local. Esse é um comprometimento do Governo do Brasil em ampliar e agilizar o acesso à saúde para toda a população”, reforçou o ministro Padilha.

Os equipamentos e as unidades móveis de saúde reforçarão a capacidade de atendimento em mais de 70 municípios baianos e beneficiarão cerca de 11 milhões de pessoas. Viabilizadas pelo Novo PAC Saúde, as iniciativas estão alinhadas ao programa Agora Tem Especialistas, que busca ampliar a capacidade de atendimento do SUS, reduzir filas e ampliar o acesso a consultas, exames e cirurgias.

“Essas entregas mostram a prioridade que a saúde tem para o Governo do Brasil. Somado aos esforços do governo estadual da Bahia, o fortalecimento dessa rede também representa maior atratividade e incentiva a permanência de médicos especialistas na região, parte fundamental para a oferta de serviços e atendimentos de qualidade”, afirmou o ministro Rui Costa.

O Governo do Brasil ainda anunciou a conclusão de UBS no município de Mairi, com investimento de R$ 163,4 mil por meio do Programa de Retomada de Obras. Já a assinatura das autorizações para início da execução física das obras de 55 UBS e CAPS totalizam R$ 110,6 milhões na modalidade Fundo a Fundo (FAF) destinados a projetos apresentados pelos municípios selecionados no Novo PAC Saúde.

Fortalecimento das UBS e do SAMU

Para o fortalecimento da atenção primária, o Governo do Brasil investiu R$ 2 milhões na aquisição de 36 combos de equipamentos, que estão sendo parcialmente entregues. Os kits são compostos por câmara fria, dinamômetro digital, retinógrafo portátil e tábua de propriocepção. Durante o evento, parte dos equipamentos foi destinada a 36 municípios, incluindo Serra Preta, Euclides da Cunha e Monte Santo. Os municípios da Bahia estão recebendo este ano 1.030 combos de equipamentos, que vão melhorar o atendimento em 1.030 UBS, com investimento total de R$ 162,7 milhões.

O serviço de urgência e emergência também recebeu um reforço importante com a chegada de 70 novas ambulâncias do SAMU 192, com investimento de R$ 22,9 milhões. Dos veículos entregues, 10 são destinados à renovação de frota, 6 são Unidades de Suporte Avançado e 54 são Unidades de Suporte Básico. Os veículos vão atender municípios como Almadina, Barrocas, Itabuna e Utinga, além de outros 66 municípios. O Ministério da Saúde prevê entrega de mais 35 veículos até maio deste ano, a fim de universalizar o SAMU 192 no estado da Bahia.

Ampliação da rede de saúde bucal

Como parte do programa Brasil Sorridente serão entregues 26 UOMs para 26 municípios como Castro Alves, Euclides da Cunha e Paripiranga, com valor total de R$ 10,3 milhões. Cada unidade é destinada a ampliar o acesso aos serviços de saúde bucal em territórios com maior vulnerabilidade social e maior dificuldade de deslocamento da população até as UBS. As UOMs possibilitam a redução de barreiras geográficas e a ampliação da oferta de cuidado nesses locais.

Além das UOMs, foram entregues 111 equipamentos odontológicos, no valor total de R$ 225,8 mil, contemplando 15 municípios.

Saúde da Mulher fortalecida

Também na capital baiana, os ministros Alexandre Padilha e Rui Costa participaram da inauguração da primeira etapa do ambulatório do Hospital da Mulher Maria Luzia Costa dos Santos, incluindo obra, equipamentos e mobiliários. A nova unidade vai ampliar a oferta de especialidades como ginecologia, cirurgia oncológica e mastologia, áreas prioritárias do Agora Tem Especialistas.

No total, serão 35 novos consultórios, sendo 12 já entregues nesta primeira etapa, além da brinquedoteca, serviço social, acolhimento familiar, triagem, recepção e sala de espera.

“As mulheres têm que ser a prioridade absoluta do SUS. Elas são maioria da população, as que mais usam o sistema de saúde, para cuidar da própria saúde ou, muitas vezes, para cuidar do filho, do marido. Ainda, são a ampla maioria dos profissionais de saúde. É uma alegria poder finalizar o mês de março, simbólico da luta das mulheres, participando dessa inauguração, desse espaço tão bonito, com dignidade, e demonstrando a preocupação pela saúde integral das mulheres, uma prioridade absoluta para nós”, afirmou o ministro Padilha.

Para reforçar ainda mais o atendimento especializado no Hospital da Mulher, o Governo do Brasil ainda assinou a autorização de licitação para novas obras de reforma e ampliação, com investimentos de R$ 20 milhões. Estão previstos 10 novos leitos de UTI, centro cirúrgico com 5 salas cirúrgicas, 2 salas de endoscopia e requalificação geral dos sistemas de climatização e de combate a incêndio.

Recursos do Novo PAC

Para o estado da Bahia, foram selecionadas 2.845 propostas nos seguintes eixos do programa: água para quem mais precisa, atenção especializada, complexo industrial da saúde, preparação para emergências sanitárias e telessaúde. Com esses projetos, o Novo PAC Saúde investirá R$ 2,4 bilhões em obras e equipamentos, beneficiando a população baiana de forma descentralizada, com a ampliação da rede de saúde pública.

Com R$ 32,2 bilhões em investimentos, o Novo PAC Saúde trata-se do maior programa de infraestrutura da saúde, com recursos destinados a 2.609 UBSs, 334 CAPS, 101 policlínicas, 4.643 ambulâncias do SAMU, 824 UOMs e diversos outros tipos de obras e equipamentos.

Reforço ao SUS local

Em fevereiro deste ano, o Governo do Brasil realizou a maior entrega de saúde para a Bahia. Foram entregues completos 2 combos de equipamentos voltados à ampliação das cirurgias no SUS, uma modalidade inédita no âmbito do Novo PAC Saúde, além de 107 novas ambulâncias do SAMU 192 para renovação de frota, 6 das 32 Unidades Odontológicas Móveis e 420 dos 575 kits de telessaúde. O investimento total previsto para o estado é de R$ 345 milhões, abrangendo a construção de 3 policlínicas, combos de cirurgia, equipamentos para UBS e telessaúde, além de veículos do SAMU 192 e Unidades Odontológicas Móveis.

Jaciara França
Ministério da Saúde Categoria Saúde e Vigilância Sanitária

Ministério da Saúde participa da 69ª sessão da Comissão de Entorpecentes da ONU em Viena

Participação do Brasil fortalece cooperação internacional em saúde mental e políticas de drogas

O Ministério da Saúde participa, entre os dias 9 e 13 de março, da 69ª sessão da Commission on Narcotic Drugs (CND), comissão vinculada ao Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC), realizada em Viena, na Áustria. O encontro é um dos principais fóruns internacionais de debate sobre políticas de drogas e reúne delegações de diversos países para discutir estratégias de prevenção, tratamento e cuidado em saúde, com base em evidências científicas e direitos humanos. A participação brasileira reforça a cooperação internacional em saúde mental e o intercâmbio de experiências sobre políticas de cuidado para pessoas que usam substâncias psicoativas controladas internacionalmente.

A delegação brasileira reúne representantes de diferentes áreas do governo federal. Pelo Ministério da Saúde, participa a coordenadora de Álcool e Outras Drogas do Departamento de Saúde Mental, Álcool e Outras Drogas (DESMAD), da Secretaria de Atenção Especializada à Saúde (SAES), Gabriella Boska.

A sessão conta com representantes de governos, organismos internacionais, especialistas e organizações da sociedade civil para discutir estratégias globais de enfrentamento aos desafios relacionados ao uso de substâncias psicoativas. Entre os temas em debate estão prevenção, tratamento, redução de danos, saúde mental e políticas públicas integradas.

Cooperação internacional

A participação brasileira na Comissão de Entorpecentes reforça o compromisso do país com o diálogo internacional e com o fortalecimento de políticas públicas baseadas em evidências científicas e direitos humanos. A presença do Brasil também amplia o intercâmbio de experiências entre países e qualifica as respostas públicas aos desafios relacionados às políticas sobre drogas.

De acordo com a coordenadora de Álcool e Outras Drogas, Gabriella Boska, a Comissão de Entorpecentes é um dos principais espaços multilaterais de debate sobre políticas de drogas no âmbito das Nações Unidas e reúne países para discutir resoluções internacionais sobre o tema.

“Nos últimos anos, o debate de saúde pública tem ganhado mais espaço na comissão. A participação do Ministério da Saúde permite apresentar a experiência brasileira de cuidado e contribuir com a discussão internacional sobre políticas de drogas a partir da perspectiva do SUS”, afirma.

Segundo a coordenadora, o encontro também permite compartilhar a experiência brasileira na organização da rede pública de atenção. “O Brasil possui um dos maiores e mais complexos sistemas públicos de saúde do mundo. A Rede de Atenção Psicossocial organiza serviços comunitários no território, na perspectiva da redução de danos, e demonstra como a integração entre saúde, assistência social e outras políticas públicas fortalece o cuidado e amplia o acesso das pessoas aos serviços”, destaca.

Boska ressalta que o intercâmbio entre países também fortalece o debate sobre estratégias de integração entre políticas públicas e redes de cuidado. A articulação entre saúde, justiça e outras áreas integra as discussões sobre respostas mais abrangentes aos desafios relacionados ao uso de drogas.

Entre os temas presentes nos debates da comissão estão a redução de danos e estratégias de prevenção de HIV, aids e outras infecções transmissíveis entre populações em situação de maior vulnerabilidade, incluindo pessoas privadas de liberdade.

Políticas públicas no SUS

As políticas desenvolvidas pelo governo brasileiro estão orientadas por diretrizes que priorizam a defesa dos direitos humanos, a autonomia das pessoas e a promoção de práticas de cuidado centradas no território e na convivência comunitária. O modelo também reforça a reabilitação psicossocial e o fortalecimento das redes comunitárias de atenção.

Nesse contexto, a redução de danos é reconhecida como uma estratégia fundamental de cuidado, baseada no respeito à autonomia e na construção compartilhada de processos terapêuticos entre profissionais de saúde, usuários e suas famílias.

As ações também estão alinhadas à legislação federal e às diretrizes do SUS, além de dialogarem com os princípios da reforma psiquiátrica brasileira, que orienta a superação de práticas de institucionalização e o fortalecimento de modelos de atenção comunitária.

No Brasil, o cuidado às pessoas que usam álcool e outras drogas integra a política de saúde mental do Sistema Único de Saúde (SUS). A atuação do Ministério da Saúde ocorre por meio da Secretaria de Atenção Especializada à Saúde (SAES) e do Departamento de Saúde Mental, Álcool e Outras Drogas (DESMAD), responsáveis pela formulação e implementação de estratégias nacionais de cuidado e atenção psicossocial.


Ministério da Saúde Categoria Saúde e Vigilância Sanitária

Com investimento de R$ 607 milhões, presidente Lula e ministro Padilha inauguram setor de trauma e clínica médica no novo Hospital Federal do Andaraí

As entregas fazem parte do Plano de Reestruturação dos Hospitais Federais, no âmbito do programa Agora Tem Especialistas. Com os novos espaços, a unidade ampliará a capacidade de atendimento e passará a atender mais de 650 pacientes por dia

O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, e o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, inauguram, nesta sexta-feira (13), o Setor de Trauma do novo Hospital Federal do Andaraí (HFA), referência de assistência na região da Grande Tijuca, no Rio de Janeiro, e a clínica médica da unidade. As entregas fazem parte do Plano de Reestruturação dos Hospitais Federais, do Programa Agora Tem Especialistas, com investimento de R$ 607 milhões do Governo do Brasil para a retomada dos serviços, qualificação da assistência e redução de filas nas unidades.

Com esse recurso, foi realizado o incremento do teto financeiro (Teto MAC) para ampliar o acesso a serviços de média e alta complexidade, como transplantes, tratamentos oncológicos e demais cirurgias; reabertura de leitos e dos atendimentos de emergência para aumentar a capacidade assistencial em toda a rede.

“Antes, os pacientes diagnosticados com câncer recebiam o diagnóstico e tinham que aguardar meses até uma consulta de retorno. Com o Agora Tem Especialistas e a reestruturação dos hospitais federais, o povo tem não só um acesso mais rápido ao tratamento, como também a qualidade que ele encontra é de ponta, igual a de hospitais privados de outros países. Esse é um direito que garantimos à população brasileira”, afirmou o presidente Lula.

Para o Setor de Trauma do novo HFA, foram destinados R$ 8 milhões, garantindo o aumento em 44% da capacidade de atendimento diário da unidade, chegando a 650 pacientes. Já a clínica médica foi totalmente reformada para melhorias estruturais e readequação dos ambientes. Atualmente, o espaço conta com 36 leitos, entre eles de enfermaria e Unidade de Cuidados Intermediários (UCI).

A modernização e qualificação dos serviços garantem que os pacientes do novo hospital, que passou a ser administrado pela Prefeitura do Rio de Janeiro a partir de 2024, tenham um atendimento mais próximo e eficiente, além de melhorar o fluxo assistencial, com capacidade para a realização de intervenções complexas já no pronto-atendimento e no transporte entre a emergência e a internação.

Para o ministro Padilha, a rede federal dos hospitais do Rio de Janeiro voltou a respirar. “Essa reestruturação dos hospitais federais aqui no Rio, em parceria com a prefeitura, com o Grupo Hospitalar Conceição, a Ebserh e a Fiocruz, dá ânimo aos profissionais dessas unidades, garante a qualidade do trabalho que será realizado e o acesso aos melhores cuidados aos usuários. Esses hospitais pertencem ao SUS e à população e nós seguiremos empenhados em garantir o acesso ao atendimento seguro, rápido e de mais alta qualidade para os brasileiros”, reforçou.

Desde o início da reestruturação dos hospitais e institutos federais, o Ministério da Saúde já investiu mais de R$ 1,4 bilhão na readequação das unidades do Rio de Janeiro. Nos últimos dois anos, o novo Hospital Federal do Andaraí inaugurou mais de 140 novos leitos na unidade, representando quase o dobro de atendimentos anuais, saindo de 84 mil para 167 mil. A força de trabalho também cresceu, de 2,5 mil colaboradores para 4,2 mil.

Outros avanços promovidos pela reestruturação

O setor de Emergência do novo Hospital Federal do Andaraí é mais uma conquista da reestruturação realizada pelo Ministério da Saúde. A ala foi reaberta em fevereiro de 2025, após permanecer dez anos fechada devido ao sucateamento da rede federal pelo governo anterior. Antes da reestruturação, o cuidado aos pacientes em estado grave, vítimas de acidentes de trânsito, quedas e ferimentos por arma de fogo, era realizado em um hospital do centro da cidade, com deslocamento de quase 9 km para ter acesso ao serviço.

Em maio de 2025, o HFA recebeu um acelerador linear com investimentos na ordem de R$ 13,4 milhões do Plano de Expansão da Radioterapia no SUS. A instituição, que ainda não possuía equipamento de radioterapia, agora tem capacidade para atender até 600 novos casos de câncer por ano. O ministro da Saúde também inaugurou as novas instalações do restaurante do hospital, que ficou fechado por 12 anos, com capacidade para produzir 2,4 mil refeições diárias.

Entre outras entregas estão o Centro de Terapia Intensiva (CTI), o ambulatório e o centro cirúrgico. O centro de imagem segue com obras em andamento. A expectativa é que todo o hospital esteja reestruturado ainda no primeiro semestre de 2026.

Plano de Reestruturação dos Hospitais Federais

Nos últimos dois anos, o Ministério da Saúde investiu R$ 1,4 bilhão, incluindo incrementos pelo Programa Agora Tem Especialistas e aumento do Teto MAC, para a readequação das unidades da rede federal do Rio de Janeiro para o enfrentamento de problemas estruturais históricos, como emergências fechadas, leitos bloqueados, déficit de profissionais e falhas de abastecimento. Ao todo, foram reabertos 335 leitos nos hospitais federais e reativadas 16 salas cirúrgicas. Como resultado, houve um aumento de 30% no número de cirurgias realizadas em um ano: foram 16.803 procedimentos em 2024 e 21.869 no ano seguinte.

Em fevereiro de 2026, o presidente Lula e o ministro Padilha inauguraram o Centro de Emergência 24h para crianças e adultos no Novo Hospital Federal Cardoso Fontes, que, assim como o novo Hospital Federal do Andaraí, também está sob gestão municipal. O centro contou com investimento federal de R$ 100 milhões para a modernização das alas. A reestruturação do hospital ampliou em mais 70% as cirurgias e internações, reduzindo o tempo de espera para assistência à população.

Após o primeiro ano de reabertura, a unidade realizou mais de 17 mil atendimentos, retomou o funcionamento 24 horas, ampliou a enfermaria clínica de 27 para 60 leitos, recebeu e instalou dois tomógrafos, sendo um deles adaptado para pacientes obesos, e reforçou sua força de trabalho, que atualmente conta com 2.241 profissionais.

Ana Freitas
Ministério da Saúde