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Fiocruz debate ambiente regulatório e financiamento da inovação no XI Summit Brasil

A Fiocruz marcou presença em dois painéis do XI Summit Brasil, evento paralelo à Bio Convention 2026 realizado em San Diego, nos Estados Unidos. Organizado pela Brazilian Pharma and Health e promovido pela Abiquifi, Apex Brasil e Ministério da Saúde, o encontro reuniu lideranças do setor para discutir avanços regulatórios, competitividade e mecanismos de financiamento para a inovação em saúde no país.

Debate destacou a evolução do modelo regulatório brasileiro (Foto: Pamela Lang)

O primeiro painel abordou os avanços regulatórios e iniciativas voltadas à celeridade e competitividade no Brasil. A mesa contou com a participação da diretora de Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos (Bio-Manguinhos/Fiocruz), Rosane Cuber, e foi moderada pelo presidente executivo da Abiquifi, Norberto Prestes.

Em sua fala inicial, o secretário-adjunto da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação e do Complexo Econômico-Industrial da Saúde do Ministério da Saúde, Eduardo Jorge Valadares Oliveira, traçou um histórico das políticas industriais no país. Ele destacou que, entre os anos 1950 e 2000, pesquisa e indústria farmacêutica caminharam de forma desarticulada. A retomada das políticas industriais no primeiro governo Lula, com programas como o Profarma do BNDES e a Lei de Inovação de 2004, começou a quebrar esse paradigma.

“Em 2007, com a chegada do [José Gomes] Temporão, o Ministério da Saúde saiu de um foco apenas assistencial para qualificar a plataforma científica e tecnológica, com a retomada da produção pública farmacêutica e do setor farmoquímico. Instrumentos como as PDPs, o fortalecimento do PNI e de Bio-Manguinhos deram sustentabilidade a todo esse sistema”, afirmou.

A diretora da Anvisa, Daniela Marreco, apresentou dados que evidenciam a modernização dos fluxos da Agência. Nos primeiros cinco meses de 2026, foram concluídas 137 decisões sobre registros de medicamentos sintéticos, superando o total de 2025 e registrando a maior produtividade da história para o período. O desempenho é resultado de um plano de ação voltado à redução do estoque de processos, com melhorias na gestão, realocação de recursos humanos e atualização tecnológica.

A Agência também tem adotado programas de priorização e aceleração para medicamentos voltados a doenças raras e necessidades não atendidas, além de editais de chamamento para terapias avançadas (2022), dispositivos médicos (2023) e inovação radical (2024). “Inovação exige regulação ágil, mas sem comprometer qualidade, segurança e eficácia”, reforçou a mensagem apresentada pela Anvisa.

Avanço regulatório acelera desenvolvimento de terapias avançadas

No debate que se seguiu, a diretora de Bio-Manguinhos/Fiocruz, Rosane Cuber, destacou a evolução do modelo regulatório brasileiro. “O Brasil vem consolidando um modelo próprio, baseado em diálogo técnico, previsibilidade e construção conjunta entre a Agência e os desenvolvedores de produtos biológicos”, afirmou.

Cuber citou o Edital de Chamamento nº 17/2021 como uma ferramenta transformadora. O projeto-piloto de cooperação técnico-regulatória voltado a terapias avançadas de interesse do SUS permitiu a transição de um modelo linear de submissão para um modelo interativo, com construção conjunta ao longo do desenvolvimento dos produtos.

“Este conjunto de ferramentas não apenas acelera o processo — reduz incertezas, aumenta a qualidade dos dossiês e evita retrabalho, o que é particularmente crítico em produtos altamente complexos, como terapias gênicas e celulares”, explicou.

Bio-Manguinhos foi contemplado no edital em novembro de 2022. Desde então, acumula experiências concretas. Um dos exemplos citados foi o desenvolvimento de uma terapia gênica in vivo para atrofia muscular espinhal (AME) tipo 1. O dossiê foi submetido à Anvisa em junho de 2025 e a autorização para início do estudo clínico foi obtida em novembro do mesmo ano — um processo de avaliação inferior a cinco meses para um estudo de Fase I/II em população pediátrica com administração intracisternal.

“O estudo já está em fase de recrutamento de participantes, posicionando o Brasil em um patamar diferenciado no desenvolvimento de terapias avançadas”, destacou.

Outro caso mencionado foi o desenvolvimento de uma terapia CAR-T para linfoma não-Hodgkin difuso de grandes células e leucemia linfoblástica aguda de células B. Desde dezembro de 2023, a interação com a Anvisa tem sido contínua e, atualmente, ocorre em frequência praticamente semanal. Como resultado, foi inaugurado em maio de 2026 o Centro de Desenvolvimento e Produção de Terapia CAR-T de Bio-Manguinhos (CDPTC). “A atuação da Anvisa foi determinante não apenas como órgão avaliador, mas como facilitador técnico na construção dessa plataforma”, afirmou Cuber.

A diretora também apontou dois caminhos para o avanço do ambiente regulatório. O primeiro diz respeito a plataformas tecnológicas, como as vacinas de mRNA. “Poderíamos pensar no aproveitamento de estudos pré-clínicos e clínicos, uma vez que, para uma mesma plataforma, só alteramos a sequência genética, mas a molécula e a nanopartícula são as mesmas”, explicou.

O segundo caminho seria a criação de um instrumento nos moldes do chamamento da Anvisa, agora voltado a biossimilares. “O desenvolvimento de biossimilares tem se dado num tempo muito menor. Talvez possamos pensar na não necessidade de um estudo de fase III, reforçando as comparabilidades. Isso daria celeridade e agilidade para competirmos com outros países, como China e Índia”, concluiu.

Financiamento da Inovação em Saúde

O segundo painel debateu mecanismos de financiamento e a integração entre capital público e privado para acelerar a inovação em saúde e biotecnologia. A vice-presidente de Produção e Inovação em Saúde da Fiocruz, Priscila Ferraz, participou da mesa ao lado de representantes do BNDES, Finep, Embrapii e Instituto Butantan.

A representante do BNDES destacou o papel central do banco no apoio ao setor produtivo. “No setor farmacêutico, investimentos em inovação são o que garantem a competitividade. O desafio das instituições de fomento é oferecer uma cesta de produtos que atue nas diferentes fases da inovação — desde financiamento direto até instrumentos de renda variável, como fundos específicos para projetos de maior risco”, afirmou.

Priscila Ferraz trouxe uma provocação sobre o acesso dos laboratórios públicos aos instrumentos de fomento. “O Brasil hoje dispõe de instrumentos de inovação para os laboratórios públicos, como as PDPs, que usam o poder de compra do Estado para induzir a inovação. Mas uma das provocações que faço é a necessidade de integrar e coordenar melhor esses instrumentos. Precisamos de investimento continuado, com previsibilidade”, disse.

Ela ressaltou as dificuldades enfrentadas por instituições como a Fiocruz, que, por ser uma instituição pública de direito público, não consegue acessar diversos instrumentos da Finep e do BNDES. “Temos que ser criativos e pensar de que forma podemos articular as diversas iniciativas para ajudar os laboratórios públicos, que têm sido, na história do país, os responsáveis por segurar as pontas nos momentos de emergência”, concluiu.

A participação da Fiocruz no XI Summit Brasil reforça o papel estratégico da instituição no fortalecimento do Complexo Econômico-Industrial da Saúde e na articulação entre ciência, regulação e financiamento para garantir à população brasileira o acesso a inovações em saúde.

Publicado em 24/06/2026 14:09 Pamela Lang (Bio-Manguinhos/Fiocruz)

Anvisa determina recolhimento de lotes de antibióticos

Medida atinge os injetáveis Polycid e fosfato de clindamicina

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou nesta quinta-feira (18) o recolhimento de dois medicamentos antibióticos por desvio de qualidade. Os produtos não podem ser vendidos, distribuídos ou utilizados.

A resolução da agência, publicada no Diário Oficial da União, atinge o lote 2519879 do antibiótico Polycid, fabricado pela União Química Farmacêutica Nacional. O medicamento, de uso injetável, é usado para tratar infecções graves.

De acordo com o texto, a Anvisa recebeu comunicado de recolhimento voluntário iniciado pelo próprio fabricante por conta da presença de um pedaço de vidro no interior do frasco do medicamento.

A resolução atinge ainda o lote 24101854 do antibiótico fosfato de clindamicina 150 mg/ml solução injetável (caixa com 50 ampolas), fabricado pela Hypofarma – Instituto de Hypodermia e Farmácia Ltda.

Segundo a publicação, foi confirmado desvio referente à solução de cor amarelada, incluindo a presença de corpos estranhos e precipitados no interior do frasco lacrado do medicamento.

Em nota, a Hypofarma informou que a resolução está sendo tratada em conformidade com os protocolos regulatórios aplicáveis e em alinhamento com a autoridade sanitária.

“A companhia mantém colaboração integral com os órgãos competentes e segue adotando todas as medidas adequadas e cabíveis no âmbito de seus processos internos e regulatórios.”

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Soro fisiológico

Outro produto alvo da resolução é a solução fisiológica de cloreto de sódio Equiplex – 9mg/ml, produzida pela Equiplex Indústria Farmacêutica Ltda. Segundo a Anvisa, o lote 2513588 (validade 30/6/2027) apresentou desvio de qualidade e deve ser recolhido.

“O produto também não pode ser vendido, distribuído ou utilizado”, destacou a agência em nota.

Farmácia de manipulação

A resolução determina ainda o recolhimento de todas as preparações magistrais produzidas pela Farmácia S J do Jabour Ltda.

“Foi comprovada a exposição e a comercialização de produtos manipulados padronizados e não individualizados, sem a devida prescrição por profissional competente”, informou a Anvisa.

“Os medicamentos eram divulgados e comercializados por meio do site da empresa e de redes sociais, inclusive com nome comercial dos produtos nos rótulos”, completou a agência.

A Agência Brasil aguarda retorno da União Química Farmacêutica Nacional. A reportagem não conseguiu contato com a Equiplex Indústria Farmacêutica Ltda e com a Farmácia S J do Jabour Ltda.

*Matéria alterada hoje (18), às 13h, para atualização

Paula Laboissière – Repórter da Agência Brasil* Publicado em 18/06/2026 – 11:32 Brasília

Dengue: Anvisa cria grupo para avaliar segurança da vacina do Butantan

Serão analisados eventos adversos, benefícios e riscos do imunizante

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) instituiu nesta terça-feira (16) grupo de trabalho para aprofundar a avaliação da segurança da vacina contra a dengue Butantan-DV

De acordo com a Portaria nº 715/2026, cabe ao novo colegiado coordenar e dar suporte técnico às atividades de um painel de especialistas, responsável por analisar dados clínicos de eventos adversos notificados após a aplicação do imunizante.

Segundo a norma, o grupo de trabalho atuará na avaliação de informações complementares apresentadas pelo detentor do registro da vacina e na consolidação de dados necessários para revisar o perfil de risco e benefício do produto.

A iniciativa ocorre no contexto do monitoramento contínuo da segurança de vacinas, conhecido como farmacovigilância.

Composição 

O grupo será formado por representantes de diferentes áreas da Anvisa, incluindo setores responsáveis por produtos biológicos, farmacovigilância, monitoramento de produtos e inspeção sanitária, além de diretorias da agência. 

Há previsão de participação do Programa Nacional de Imunizações (PNI), do Ministério da Saúde, como convidado nas atividades.

O painel de especialistas terá caráter consultivo e será formado por profissionais externos à agência, escolhidos com base em critérios de qualificação técnica, experiência profissional e ausência de conflito de interesses. A participação será voluntária e não remunerada.

Decisão

A portaria estabelece que as conclusões do grupo de trabalho e do painel de especialistas servirão como subsídio técnico para decisões da Diretoria Colegiada da Anvisa, responsável pelas deliberações finais.

O grupo terá duração indeterminada e poderá permanecer em atividade enquanto houver necessidade de acompanhamento e análise relacionados à segurança da vacina.

Agência Brasil Publicado em 16/06/2026 – 09:09 Brasília

Anvisa suspende lote de medicamentos para hipertensão e câncer de mama

Decisão publicada no DO suspende uso e circulação dos produtos

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) suspendeu a venda, distribuição e consumo de medicamentos para controle de pressão e tratamento de câncer de mama. A Resolução 2.238/2026 foi publicada hoje (2) no Diário Oficial da União (DOU)

Um dos medicamentos é o Halaven (mesilato de eribulina) – 0,5mg/ml sol inj ct fa vd trans x 2ml, fabricado pela farmacêutica United Medical Ltda e utilizado para tratamento de câncer. A empresa comunicou o recolhimento voluntário do Lote 148386 em razão de desvio de qualidade, relacionado ao teor do princípio ativo que estaria abaixo da especificação aprovada.

O outro medicamento é o maleato de enalapril – 20 mg com ct bl al plas trans x 500 (emb hosp), da fabricante Hipolabor Farmacêutica Ltda, usado no tratamento de hipertensão e insuficiência cardíaca. A Anvisa informa que houve um erro em relação às embalagens do produto. 

As embalagens apresentam equivocadamente a indicação de “10 mg” na descrição de composição, ao invés de “20 mg”, que seria a descrição correta. Para esse medicamento, estão suspensos os lotes: 

  • 0062/26M 
  • 0063/26M 
  • 0064/26M 
  • 0088/26M 
  • 0089/26M 
  • 0358/26M
  • 0415/26M
  • 0506/26M
  • 0507/26M 

Como proceder 

 Aqueles que têm em casa os medicamentos vetados pela Anvisa devem interromper imediatamente o uso.

O indicado é entrar em contato com um médico, farmacêutico ou outro responsável pelo tratamento para orientações.Também é indicado entrar em contato com o SAC das empresas fabricantes, a United Medical Ltda e a Hipolabor Farmacêutica Ltda. 

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Outras proibições 

A Anvisa suspendeu o lote 8891/25 da Água para Infusão sol infus IV cx 35 bols pvc sist, da Indústria Farmacêutica S/A. Segundo laudo emitido pelo Instituto Adolfo Lutz, o produto apresentou resultado insatisfatório em uma inspeção de qualidade. A medida prevê o recolhimento do lote, além de proibir a venda, a distribuição e o uso.  

Foi determinada também a apreensão de todos os lotes do medicamento Cápsulas de óleo de pequi, produzidas pela R.T.K Indústria de Cosméticos e Alimentos Naturais Ltda. A Anvisa aponta que o produto não tem registro, notificação ou cadastro, e a fabricante não possui autorização de funcionamento. 

Está proibida a comercialização, a distribuição, a fabricação, a propaganda e o uso deste medicamento. 

*Estagiária sob supervisão da jornalista Mariana Tokarnia

Alice Rodrigues* – Estagiária da Agência Brasil Publicado em 02/06/2026 – 13:45 Agência Brasil – Brasília and Rio de Janeiro

Anvisa aprova primeira caneta análoga ao Ozempic para diabetes

Ozivy foi aprovado em teste de eficácia, segurança e qualidade

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou nesta terça-feira (26) o registro do medicamento Ozivy. O produto é a primeira caneta de semaglutida sintética análoga ao produto biológico liberado para comercialização no Brasil.

O composto usa o mesmo princípio ativo do Ozempic, que teve a patente expirada em 20 de março.

O pedido de registro do medicamento, em nome da fabricante EMS/SA, chegou em 2023 e passou pelo processo técnico de comprovação de eficácia, segurança e qualidade feita por meio do registro na Anvisa.

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Indicação aprovada

Ozivy poderá ser usado para o tratamento de adultos com diabetes tipo 2, como adjuvante a dieta e exercícios.

O produto será apresentado como solução injetável, em caneta preenchida para uso semanal. A forma de conservação do novo produto é diferente do medicamento originador (Ozempic). Ele deve ficar armazenado em geladeira antes e depois de iniciado o tratamento.

O Ozivy não é um medicamento genérico, pois não há genérico de produtos biológicos conforme regulação brasileira. O composto é classificado como medicamento novo, sendo um análogo sintético de produto biológico.

Próximas etapas

Após o registro na Anvisa, o medicamento pode ser comercializado após a aprovação do preço máximo pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (Cmed). A empresa que detém o registro, porém, é que decide quando o medicamento será colocado à venda.

Para que o produto esteja disponível no Sistema Único de Saúde (SUS), ele precisa ser avaliado e recomendado pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec) e aprovado pelo Ministério da Saúde. Nem todos os medicamentos registrados na Anvisa passam pela avaliação da Conitec ou são incorporados ao SUS.

Agência Brasil Publicado em 26/05/2026 – 11:50 Brasília

Anvisa suspende venda de xaropes com clobutinol

Substância aumenta risco de arritmias cardíacas

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou, nesta segunda-feira (27), a suspensão imediata da venda e do uso de todos os medicamentos que contenham a substância clobutinol. O componente é utilizado na formulação de diversos xaropes antitussígenos comercializados no mercado brasileiro.

A decisão fundamenta-se em um parecer técnico da Gerência de Farmacovigilância do órgão, que identificou um aumento significativo no risco de arritmias cardíacas graves em pacientes que utilizam a substância. Segundo a agência, a gravidade dos efeitos colaterais supera qualquer benefício terapêutico oferecido pelo fármaco.

Medicamentos podem ter reajuste de até 3,81% a partir desta terça

Anvisa destaca que os aumentos não são automáticos

Medicamentos vendidos no Brasil podem ter o preço reajustado em até 3,81% a partir desta terça-feira (31), conforme estabelecido em resolução publicada pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (Cmed).

O texto prevê três níveis máximos de reajuste aplicáveis a diferentes grupos de medicamentos, conforme a competitividade de cada categoria:

  • 3,81% para medicamentos com concorrência;
  • 2,47% para medicamentos de média concorrência;
  • 1,13% para medicamentos de pouca ou nenhuma concorrência.

Algumas categorias não se encaixam nesses critérios, como fitoterápicos, homeopáticos e determinados medicamentos isentos de prescrição com alta concorrência no mercado, que possuem regras específicas dentro do sistema de regulação de preços.

Em nota, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) destacou que o reajuste médio permitido por lei ficará em até 2,47%, o menor dos últimos 20 anos e abaixo da inflação acumulada dos últimos 12 meses, de 3,81%.

“A redução consecutiva do índice desde 2023 é fruto da política de combate à inflação e reforça a importância da regulação para proteger o consumidor de preços abusivos. Nos anos anteriores, houve um aumento expressivo do percentual, ultrapassando 10%.”

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A Anvisa destaca que os aumentos não são automáticos. “Na prática, fabricantes e farmácias podem aplicar reajustes inferiores ou até manter os preços atuais, dependendo das condições do setor e do nível de concorrência entre as empresas”.

“A regulação econômica dos medicamentos no Brasil garante a proteção do consumidor e, ao mesmo tempo, busca a sustentabilidade do setor para a continuidade do fornecimento de medicamentos no país.”

Entenda

O reajuste dos preços de medicamentos é feito uma vez ao ano e segue uma fórmula regulatória que parte da inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) e desconta o ganho de produtividade da indústria.

A Cmed é o órgão federal responsável pela regulação econômica do mercado farmacêutico no Brasil e estabelece critérios para a fixação e o reajuste dos preços de medicamentos, com o objetivo de estimular a concorrência e garantir o acesso da população aos produtos.

A câmara de regulação é composta pelo Ministério da Saúde, pela Casa Civil e pelos Ministérios da Justiça e Segurança Pública, da Fazenda e do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços. A Anvisa, por sua vez, exerce a função de secretaria executiva, fornecendo suporte técnico às decisões.

Paula Laboissière – Repórter da Agência Brasil Publicado em 31/03/2026 – 10:28 Brasília